Depois do medo da violência, a defesa de direitos iguais de acesso à educação para colegas com deficiência é a grande preocupação dos alunos. Outra grande apreensão revelada pela pesquisa do movimento Todos Pela Educação é com o próprio futuro e que caminho seguir.
A vida, às vezes, parece um labirinto. São tantos os caminhos, qual deles seguir? E quando a escolha não está na nossa mão? A pesquisa do Todos Pela Educação mostra o que os alunos querem quando terminarem o Ensino Médio. O problema é que muitos alunos esbarram na falta de dinheiro para continuar a estudar. E combinar estudo e trabalho é uma dificuldade a mais.
“O Ensino Médio prepara para a vida cidadã, a vida política, ele prepara para ser um estudante ao longo da vida, não só na universidade, como no ensino técnico, como até no seu trabalho, aprendendo continuamente com a mudança que a gente tem nas profissões. E ele prepara também para postura que você vai ter diante da vida. Como se colocar como cidadão, como construir o mundo e uma sociedade diferente dessa que a gente tem hoje”, explica a educadora Andrea Ramal.
E o pessoal do Ensino Médio está, sim de olho na cidadania. Atenção às pessoas com deficiência é a segunda maior preocupação dos alunos do Ensino Médio, ponto que só perde para a segurança.
“Eu achava que ninguém ligava pra isso. Que passava despercebido porque na maioria das vezes, a gente pensa que o outro nunca vai pensar em alguém que seja diferente, alguém que não seja do grupo dele. Impressionante”, diz Matheus Trindade, 13 anos, aluno do 8° ano do Ensino Fundamental.
“Eu fiquei feliz de ver esse resultado. Isso mostra que esse é um jovem muito mais empático, ele tem empatia pelo outro. Ele percebe que o direito de aprender, o direito de ter uma educação de qualidade é para ele e para o outro também. E não importa a condição que cada um de nós tem, é importante que a gente consiga oferecer e garantir boas condições de aprendizagem para todos”, explica Priscila Cruz, presidente executiva do movimento Todos Pela Educação.