A rede estadual vai ter mais 39 Escolas de Ensino integral no ano que vem. Serão 13 na capital e na Grande São Paulo e outras 26 no interior. Com isso, a rede passará a ter 532 unidades de tempo integral – cerca de 10,4% das 5,1 mil Escolas estaduais paulistas.
Das 39 unidades, sete serão do primeiro ciclo do Ensino fundamental (1.º ao 5.º ano). Em 2015, a Secretaria de Estado da Educação (SEE) iniciou o Ensino integral nessa etapa e avalia que ajudou na Alfabetização. “Com o tempo estendido, foi possível trabalhar com mais calma nas dificuldades de cada criança”, explica Maria Helena Berlinck, responsável pelos programas de jornada ampliada da SEE. “Assim, é possível adotar diferentes estratégias de aprendizado”, acrescenta.
Neste ano, segundo ela, a ideia foi levar o Ensino integral apenas para Escolas de maior porte. Foram selecionadas unidades com mais de 10 turmas – cerca de 300 Alunos. Estar em área de vulnerabilidade social é outro critério para a escolha. Na rede paulista, há dois modelos de Ensino integral.No formato antigo, são 236 unidades. No novo modelo, de 2011, os Professores trabalham em dedicação exclusiva à Escola e ganham 75% amais nas gratificações. Contra o tempo. A gestão Geraldo Alckmin(PSDB),porém, precisa acelerar o ritmo de criação de unidades de tempo integral para atingir a própria meta, de mil Escolas de jornada ampliada até 2018.
O Plano Nacional de Educação prevê 50% das Escolas públicas com Educação integral até 2024. Maria Helena reconhece que a crise econômica atrapalha, mas diz que são analisadas alternativas para ampliar a jornada.Uma delas seria levar Alunos da Escola para outros espaços, onde teriam as atividades do contra turno.