Bons ventos no Grupo Ibep

Pelo andar da carruagem, 2015 será histórico no Grupo Ibep, não só pelo encerramento das atividades da sua gráfica em maio passado, mas, sobretudo pela retomada dos selos de interesse geral da casa: a Editora Nacional e a Conrad.

A Conrad, por exemplo, em 2014, lançou apenas quatro títulos e, para 2015, tem programado doze lançamentos. A meta estabelecida para o selo Editora Nacional atingiu 80% de sua meta ainda no primeiro trimestre e a editora fala em crescimento de 35% em faturamento comparando o primeiro trimestre de 2014 com o primeiro trimestre de 2015. Essa reestruturação começou com a chegada de Soraia Reis à casa, em novembro passado. O investimento tem sido feito em títulos com forte pegada comercial como o livro de memórias de Zezé Motta, previsto para setembro; Barulho infernal (Louder than hell), bíblia do heavy metal escrita por Jon Wiederhorn e Katherine Turman que deve chegar às livrarias ainda neste mês; a versão brasileira da HQ When I was an alien, de Kurt Cobain, previsto para setembro e o livro de colorir Vinte mil cores submarinas, inspirado na obra de Júlio Verne, previsto para novembro. “De janeiro a março, construímos um plano editorial consistente. Em fevereiro, ganhamos o reforço de Roberto [Raimundo] como diretor comercial. Isso tudo tem rendido bons frutos”, comentou Soraia Reis.

Ao abrir mão da gráfica – que não apresentava resultados robustos já tinha algum tempo -, o Ibep encontrou a oportunidade ideal para deixar o imóvel de 40 mil m² no Jaguaré, bairro da Zona Oeste de capital paulista. A antiga sede será alugada e as editoras do grupo se mudarão, em agosto, para um prédio de quatro andares na Vila Olímpia, na Zona Sul. Além disso, também em 2015, o Ibep fechou parceria com o Rosetta Stone, método de ensino de idiomas com milhares de usuários em 150 países, e comemora a aprovação de 29 coleções no PNLD 2016, representando 76% das obras do grupo inscritas no programa.

Menu de acessibilidade