O ministro da Educação, Fernando Haddad, explicou nesta quarta-feira, 4, que a análise dos livros didáticos não é realizada por gestores do MEC, mas por uma comissão de especialistas, todos eles professores universitários, que julgam os conteúdos dos livros para incluí-los ou não no guia do livro didático. “Os especialistas julgam os livros sem conhecer a editora e o autor, olhando única e exclusivamente para o conteúdo do livro”, afirma.
Segundo Haddad, esse procedimento é o mais adequado. “À luz de qualquer objeção, a comissão de especialistas é consultada e reavalia o trabalho. Mas esse procedimento não será alterado, porque é o mais adequado para a sua finalidade”, defende.
O ministro comentou o assunto após ser questionado sobre um livro de geografia, adotado em algumas escolas do sistema municipal do Rio de Janeiro, que ilustra a questão de domínio territorial por meio de um mapa dos grupos de tráfico de drogas da cidade. “Essa comissão julgou que o livro está adequado. É óbvio que nós podemos receber uma contestação, mas me parece que o procedimento foi isento”, conclui.
Haddad diz que critérios de escolha de livros não serão mudados
Portal UOL Educação
O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu nesta quarta (4 de julho) que a análise dos livros didáticos distribuídos pela instituição continue a ser realizada por uma comissão de especialistas. “À luz de qualquer objeção, essa comissão é consultada e reavalia o trabalho. Mas esse procedimento não será alterado, porque é o mais adequado para a sua
finalidade.“
Na terça (3), o ministério foi criticado por professores do Rio, porque um livro de geografia — que faz parte da lista de obras distribuídas pelo MEC que podem ser escolhidas pelas escolas — abordava a divisão das facções criminosas que dominam o tráfico de drogas nor Rio. Fazem parte da comissão professores universitários. Gestores do MEC não participam do grupo.
“Essa comissão julgou que o livro está adequado. É óbvio que nós podemos receber uma contestação, mas me parece que o procedimento foi isento“, disse o ministro. “Os especialistas julgam os livros sem conhecer a editora e o autor, olhando única e exclusivamente para o conteúdo do livro“, acrescentou.