Governo leva a melhor na compra de livro didático

A compra de livros didáticos pelo governo no ano passado foi uma das mais disputadas dos últimos tempos. Nas primeiras negociações, as propostas das editoras somaram R$ 640 milhões para a compra de 93 milhões de livros. Após várias reuniões, o negócio acabou sendo fechado por cerca de R$ 463 milhões.  
 
Por conta da negociação, as editoras Ática e Scipione, ambas do grupo Abril, perderam cerca de 10% do volume vendido historicamente ao governo para editoras menores. Juntas Ática e Scipione venderam 28,8 milhões de livros para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e para o Programa Nacional do Livro do Ensino Médio (PNLEM), no valor de aproximadamente R$ 144,5 milhões.
 
Outra editora que também tardou a fechar o acordo com o governo foi a Ibep/Companhia Editora Nacional. A empresa fornecerá 5,6 milhões de livros ao governo a um custo de cerca de R$ 26,7 milhões. Pela primeira vez, o governo comprou a segunda opção dos livros indicados pelos professores.  
 
E as beneficiadas pela segunda opção e que fecharam a compra com o governo logo na primeira negociação foram a Base Editora, Editora Positivo/Nova Didática e Nova Geração. Ao todo, 15 editoras participaram do processo. O Positivo vendeu este ano 8,5 milhões de livros para o governo federal, mais que o dobro de 2003, por meio do PNLD. A Base Editora vendeu R$ 2,3 milhões e a Nova Geração, R$ 16,5 milhões.  
 
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