Eventos promovem debate sobre políticas públicas e a formação do pensamento crítico na era digital

O Instituto Pró-Livro realizou no dia 9 de dezembro o Seminário Retratos da Leitura no Brasil. O encontro reuniu especialistas, educadores, pesquisadores e formuladores de políticas públicas para discutir os resultados da sexta edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.

A pesquisa revelou um dado inédito e alarmante: o país tem hoje mais não leitores (53%) do que leitores (47%), o que representa uma queda de quase sete milhões de leitores em apenas quatro anos. O Seminário propõe uma reflexão sobre os fatores que levaram a esse resultado, principalmente, buscar caminhos concretos para reverter o quadro, mobilizando a sociedade em defesa do livro e da leitura como instrumentos essenciais para o desenvolvimento humano e social.

O evento, que tem o patrocínio do Itaú Unibanco e Fundação Itaú e apoio da Abrelivros, CBL e SNEL, contau com painéis focados em temas estratégicos, como Formação de leitores, O papel das bibliotecas, A influência digital e Políticas públicas do livro e leitura. O Seminário pode ser acessado pelo YouTube. Link: https://youtube.com/live/jvt-KjuKa5I

Webinar: “Leitura, escrita e a construção do conhecimento”

Em um movimento que complementa o debate sobre a crise da leitura, a Abrelivros, a Revista Educação e a Two Sides Brasil promoveram, em novembro, o webinar “Leitura, escrita e a construção do conhecimento”. O evento reuniu especialistas para discutir os impactos da cultura digital na formação de leitores e no processo de aprendizagem, reforçando o cenário de alerta apontado pela pesquisa do Instituto Pró-Livro. Entre os participantes, estavam Bel Santos Mayer (Ibeac), que enfatizou a importância do livro físico e das bibliotecas comunitárias; Ana Erthal (Doutora em Comunicação), que abordou o ato sensorial da leitura na formação do pensamento crítico e alertou para a crescente substituição do tempo livre por telas; e a neurocientista Adriana Fóz (Mestre pela UNIFESP), que apresentou evidências sobre o papel da escrita manual no desenvolvimento cognitivo, indicando que ela ativa redes cerebrais profundas ligadas à memória e ao planejamento.