Poucos meses após a ruidosa chegada da portuguesa Leya ao mercado editorial brasileiro, outro grupo sinaliza a entrada na competição por obras de ficção e não ficção. Com a diferença de que a “nova” empresa já está há quase um século no Brasil, como livraria e editora.
Líder na oferta de títulos jurídicos e uma das maiores em didáticos, com 22 milhões de exemplares vendidos em 2009, a Saraiva quer conquistar a partir deste mês espaço no varejo – um mercado em expansão, na avaliação da editora.
“Hoje há livros que vendem um milhão de cópias, é um negócio que passou a atrair uma empresa de grande porte como a nossa. Não entramos antes porque era um mercado pequeno se comparado com o jurídico e o didático”, diz Thales Guaracy, diretor editorial.
O braço editorial do grupo lançará, até o final do ano, ao menos 65 títulos. A entrada se dará com obras que frequentam listas de best-seller nos EUA e “livros de filmes”, publicados na esteira de estreias cinematográficas e com cenas de longas nas capas, método bastante adotado também pela editora Record.
Em relação aos e-books, a editora será cautelosa. Embora a livraria do grupo esteja prestes a lançar um ambicioso sites de download de livros, Guaracy diz que os lançamentos digitais devem sair com alguns meses de atraso em relação às obras em papel.