O diretor-geral da Unesco, Koichiro Matsuura, pediu a Governos, organizações internacionais, sociedade civil e setor privado um esforço maior em prol da alfabetização, “instrumento vital à realização do desenvolvimento sustentável“. Matsuura insistiu, em um comunicado, em que a alfabetização é “uma condição prévia para a verdadeira participação social em um instrumento de autonomia no plano individual e coletivo“, por causa do Dia Internacional da Alfabetização, celebrado em 8 de setembro.
Lembrou que, com sua década para a alfabetização, de 2003 a 2012, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) se envolve no conhecido “objetivo de Dacar“, de reduzir pela metade a taxa de analfabetismo até 2015.
Segundo os dados da organização, a taxa de alfabetização global aumentou em 10% nas duas últimas décadas, mas há ainda 785 milhões de adultos que não sabem ler nem escrever no mundo. Dois terços do total são mulheres, e há 100 milhões de crianças fora da escola, correndo o risco de serem analfabetas para sempre. A situação é particularmente crítica na África subsaariana, nos países árabes e no sul e no oeste da Ásia, onde só 60% dos adultos foi alfabetizado, contra 99% nos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
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