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Pregão escolhe empresa para empacotar livros

Estoque de 11 milhões de obras comprado em dezembro está parado em Brasília  
 
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) promove amanhã o pregão eletrônico para escolher a empresa que empacotará 11 milhões de livros de literatura, poesia e não-ficção estocados em Brasília à espera de distribuição para escolas públicas, professores e mais de 3 mil prefeituras. Compradas em dezembro, na gestão do ex-ministro Cristovam Buarque, as obras estão armazenadas em galpões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do próprio FNDE, conforme reportagem publicada ontem pelo Estado.  
 
Os 11 milhões de livros fazem parte do Programa Nacional Biblioteca da Escola e foram adquiridos ao custo de R$ 64 milhões – a assinatura dos contratos com mais de 20 editoras ocorreu em 20 de dezembro. Sob a alegação de que vai dedicar este ano à distribuição dos livros, deixando para 2005 a compra de novos exemplares, o FNDE decidiu suspender novas aquisições do programa em 2004. Cristovam criticou a iniciativa.  

Preocupado em evitar constrangimentos com o antecessor, Tarso Genro convidou Cristovam de última hora ontem para uma solenidade no Conselho Nacional de Educação, marcada para as 14 horas. Foi a primeira aparição pública, juntos, do ministro e seu antecessor – demitido do cargo em janeiro, por telefone, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  
 
Cristovam chegou atrasado e saiu antes do fim da cerimônia de formatura de 95 servidores do MEC e da Advocacia-Geral da União que concluíram cursos supletivos de ensino fundamental, médio e alfabetização. Tarso aproveitou para cobrir Cristovam de elogios. Os cursos dos servidores foram lançados em 2002, no governo FHC.  
 
O ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza disse ontem que a maior compra do programa de livros ocorreu em 2001, quando foram adquiridos 60 milhões de volumes. Segundo o FNDE, o gasto em 2001 foi de R$ 50 milhões. Em 2003, foram comprados 48 milhões, ao custo de R$ 110 milhões. A diferença de preço, segundo o FNDE, se deve à qualidade da encadernação dos livros.  
 

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