O Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), divulgou neste mês os resultados do Ideb e do Saeb 2025. Os dados apontam avanço nos indicadores de qualidade da educação básica brasileira em todas as etapas avaliadas: o índice cresceu nos anos iniciais e finais do ensino fundamental e no ensino médio, alcançando os maiores resultados da série histórica, iniciada em 2005.
Entre 2023 e 2025, considerando as redes pública e privada, o Ideb passou de 6,0 para 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental, de 5,0 para 5,3 nos anos finais e de 4,3 para 4,5 no ensino médio. Na rede pública, os índices também avançaram: de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais; de 4,7 para 5,0 nos anos finais; e de 4,1 para 4,3 no ensino médio.
Os resultados do Saeb 2025, que compõem o Ideb, também indicaram melhora no desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática. No 5º ano da rede pública, por exemplo, a média em Língua Portuguesa passou de 207,6 para 215,1 pontos, enquanto em Matemática subiu de 218,3 para 227,4. No 9º ano, os resultados passaram de 252,9 para 256,6 em Língua Portuguesa e de 249,9 para 255,3 em Matemática. No 3º ano do ensino médio, o avanço também se confirmou: de 269,1 para 272,3 em Língua Portuguesa e de 263,9 para 268,0 em Matemática.
O MEC destacou a necessidade de atenção aos municípios com maiores dificuldades e anunciou acompanhamento específico para 442 municípios que apresentam Ideb abaixo de 4,9 nos anos iniciais do ensino fundamental. Em 2023, eram 1.097 municípios nessa situação, e, em 2005, 4.110.
Na ocasião, o MEC também informou que pretende divulgar, em outubro, o plano de ação e as metas que estão sendo construídos para atender às demandas do novo Plano Nacional de Educação (PNE), com foco em aprendizagem e, principalmente, em equidade.
O Ideb 2025 abrange 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental, distribuídas em 101 mil escolas; 11,2 milhões de matrículas nos anos finais, em 61 mil escolas; e 7,3 milhões de matrículas no ensino médio, em 30 mil escolas. Já o Saeb avaliou 5,9 milhões de estudantes, distribuídos por 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o país.
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