Além da tarefa de alfabetizar o povo brasileiro, o MEC estuda a implantação de outras estratégias para dar oportunidade de estudo aos recém-alfabetizados. Uma das idéias é o projeto Agentes de Leitura, que pretende levar livros diretamente a casa das pessoas. Carteiros e agentes de saúde deverão receber a tarefa de entregar livros de leitura fácil, produzidos pelo projeto Só Começo.
O Só Começo começará a ser implantado no próximo mês, na Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro. Serão produzidos e distribuídos livros de literatura brasileira e mundial, em linguagem simples, própria para adultos recém-alfabetizados, para criar neles o prazer da leitura. Nove mil exemplares de três obras literárias — Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães; Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, e Garibaldi e Manuela: uma História de Amor, de Josué Guimarães — chegarão às mãos de jovens e adultos que aprenderam a ler e escrever nos primeiros meses deste ano.
Além disso, a partir do ano que vem deverá ser implementado o projeto Mala do Livro, que consiste em montar bibliotecas domésticas na casa de voluntários para utilização da comunidade. “Nossa idéia é montar cem mil minibibliotecas dessas no Brasil”, diz Homem de Carvalho. Ele lembra que continua em estudo projeto de lei para a inclusão de livros na cesta básica.
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