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Projeto prevê criar mil salas de leitura no País

Editora e grupo de marketing cultural pretendem distribuir 1 milhão de livros  
 
As estantes já estão montadas, só falta arrumar os livros na sala de leitura que vai ser aberta no dia 28 na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Thereza dos Anjos Puoli, em Descalvado, no interior de São Paulo. O colégio será um dos beneficiados pelo projeto Sala de Leitura, realizado pela Oldemburg Marketing Cultural e pelo Grupo Editorial Record, que vai distribuir cerca de 1 milhão de livros pelo País. “Além de atender nossos alunos, a sala será aberta à comunidade“, disse a coordenadora da escola, Silvana Guedes Rosa Viana.

Hoje, as duas primeiras salas do projeto serão inauguradas nos Hospitais Rocha Faria e Santa Maria, no Rio. Cada uma terá 500 títulos duplicados. A meta é chegar a mil salas, 250 até o fim do ano. “A leitura é crucial para o desenvolvimento do Brasil“, afirma o diretor do Grupo Editorial Record, Sergio Machado. Para incentivar esse hábito, a empresa vai doar títulos que atendam todo tipo de leitor, do infantil ao interessado em auto-ajuda. Sem contar os clássicos de autores nacionais, como Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado e Guimarães Rosa.

O projeto conta com parcerias de grandes empresas para montar as salas. Até agora, White Martins e Furnas garantiram a abertura de 56 salas até setembro. A Garoto deve ser a próxima patrocinadora a bancar espaços em escolas, hospitais, centros culturais e instituições comunitárias. Cada sala custa cerca de R$ 4 mil para a empresa parceira, que tem 100% de incentivo fiscal, segundo a Lei Rouanet. “Nosso objetivo é que o projeto atenda as populações mais carentes“, disse Cristina Oldemburg, da empresa de marketing.

Em Descalvado, município de cerca de 29 mil habitantes, a sala de leitura está sendo considerada um presente. “Só vai enriquecer as atividades da escola“, afirma a coordenadora. O colégio, com 370 alunos, já havia mandado 40 cartas para editoras pedindo doações para melhorar o acervo de sua biblioteca, quando a Record propôs a inclusão da escola no projeto Sala de Leitura. “Aceitamos na hora, claro.“  
 
Para ser beneficiada, a entidade deve se comprometer a seguir o manual de utilização do espaço, que ensina a dispor os livros da maneira correta e organizar fichas de leitores, por exemplo. Juntamente com esse manual, a entidade recebe um modelo de carta para solicitar mais doações, para ampliar o acervo da sala até que ela possa ser considerada uma biblioteca. “Assim o projeto se multiplica, com a participação de outras editoras“, explica Machado.  

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