Renato Janine destaca a importância do programa e a necessidade de que uma equipe técnica e altamente qualificada cuide do setor. O Programa Nacional do Livro Didático está a cargo do Ministério da Educação e tem uma importância muito grande. Uma comissão técnica define, a partir da qualidade do conteúdo, uma lista de livros didáticos de física, química, biologia, filosofia, sociologia, etc.

Nas escolas, os professores escolhem, dentro dessa lista, quais livros pretendem adotar. Mas isso precisa ser feito em um prazo suficiente para que o governo receba a lista de obras escolhidas, saiba quantos livros serão necessários, encomende os exemplares e os distribua a todas as escolas públicas do Brasil antes do início das aulas. São milhões de livros, em várias disciplinas, para os alunos de escolas públicas. Por isso, Renato Janine destaca que é muito importante que uma equipe altamente técnica e capacitada cuide disso.

Ele ainda comenta a notícia de que o atual governo federal deixou de comprar parte dos livros de alunos da rede pública para 2023. E as obras que teriam de chegar às salas de aula no início do próximo ano letivo só deverão ser usadas a partir de 2024.

“Infelizmente, nos últimos anos, nós não tivemos um governo sério e não tivemos seriedade nisso, mas quando nós tínhamos governos sérios, era assim que se faziam as coisas e espero que voltem agora”, destaca o colunista.

Publicado por Jornal USP em 07/12/2022.

Redação Abrelivros

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