Positivo, do Paraná, planeja crescer em didáticos

Criada há apenas quatro anos, a editora Positivo tem planos ambiciosos para se consolidar no mercado de livros didáticos. Pertencente ao grupo curitibano que leva o mesmo nome e possui negócios nas áreas de computadores e ensino, a editora Positivo quer estar nos próximos seis anos entre as três maiores do setor. Trata-se de uma expansão expressiva levando-se em consideração que hoje a editora paranaense tem uma receita anual inferior a R$ 100 milhões e as primeiras colocadas faturam entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões.  
 
“Essa é uma área em que é preciso ser grande porque as margens são pequenas. Esse crescimento pode ser via aquisição ou aumento da presença no mercado“, diz Emerson Santos, novo diretor-geral da editora Positivo contratado há três meses. Nessas mesma época, a Positivo trouxe da Editora do Brasil o executivo Ricardo Tavares para sua área comercial.  
 
Santos, que anteriormente era da Ática e Scipione (Abril Educação), não comenta quais editoras poderiam ser alvo de aquisições. Enquanto tais oportunidades não se concretizam, ele está de olho em um fato real, o programa governamental do ensino médio de 2012. Para esse programa o Ministério da Educação comprará de uma só tacada livros de sete disciplinas. Como a Positivo entrou no mercado somente em 2004, acabou não conseguindo participar de todas as licitações anteriores, que são feitas a cada três anos. Com isso, apenas os seus livros de História do ensino médio são hoje comprados pelo MEC, o que totalizou 435 mil exemplares e R$ 2,4 milhões.  
 
Já no segmento de livros para o ensino fundamental, a casa editorial conseguiu abocanhar no último programa do MEC a sexta posição, vendendo 5,1 milhões de exemplares e arrecadando R$ 27,6 milhões. Atualmente, o governo representa cerca de 80% do volume de livros vendidos pela editora.  
 
Porém, em termos de receita, as compras governamentais correspondem a 60%. Os outros 40% são provenientes da comercialização de livros didáticos para escolas particulares. Como a rede privada gera um faturamento significativo, a editora Positivo está criando sua primeira coleção literária, a ser lançada na Bienal do Livro que acontece em agosto em São Paulo.  
 
Será uma coleção com 96 títulos para crianças com idade entre 3 e 10 anos. “A idéia é participar de todo o processo de alfabetização dos alunos. Haverá desde histórias inéditas até releituras“, conta Santos.  
 
Outro foco será o dicionário Aurélio, que já vendeu 2 milhões de exemplares desde 2004, quando passou a pertencer ao grupo. “Queremos reforçar a presença do Aurélio nas escolas, que hoje não exigem uma determinada editora. Queremos que elas peçam aos seus alunos dicionário Aurélio“, diz. A editora já está preparando uma reedição do Aurélio com as novas normas do acordo ortográfico. 
 

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