O Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) estará concluído até o final de outubro. O primeiro plano do gênero no País tem a participação de 13 ministérios – Educação, Cultura, Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Econômico, Ciências e Tecnologia, Saúde, Trabalho, Meio Ambiente, Agricultura, Fazenda, Integração Nacional, Planejamento – e da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), com coordenação do Ministério da Cultura, responsável institucional pela política cultural no País. Fazem parte do Plano Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia e Embrapa, entre outros.
A construção do PNLL Fome de Livro para 2005/2007 é feita de forma coordenada pelos ministérios da Cultura e da Educação, com a participação dos órgãos do governo federal em reuniões e oficinas de trabalho mensais. Além do governo federal, vão integrar o PNLL Fome de Livro os governos estaduais, prefeituras, universidades, centros de pesquisas e organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc). Cem encontros foram realizados em 2004 para articular o PNLL.
O plano terá, no governo Lula, o nome de Fome de Livro por integrar um dos eixos centrais do Fome Zero e das políticas sociais da Presidência. Políticas que apontam para a necessidade de ações nas áreas de educação e cultura como estratégia de combate à fome e à miséria e de promoção de inclusão social e cidadania. O plano terá caráter permanente e reunirá as diretrizes das políticas públicas, linhas de ação, projetos e programas para a área do livro, leitura e bibliotecas – com respectivos orçamentos e metas – para os próximos três anos. Terá periodicidade trienal, com revisão a cada ano.
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