O Retrato da Escola 3, pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), realizada no ano passado e divulgada ontem, mostra que a maioria dos trabalhadores em educação básica – 53,1% – está na faixa etária entre 40 e 59 anos, e tem de 12 a 18 anos de tempo de serviço. Isso significa que a maior parte está na metade da carreira, podendo se candidatar nos próximos anos à aposentadoria.
Na opinião da professora Juçara Vieira, presidente da CNTE, se a remuneração e as condições de trabalho não melhorarem, a falta de professores se tornará um problema crônico no Brasil. A ausência deles, aliás, já é sentida em várias escolas de ensino médio e fundamental. Principalmente nas áreas de Matemática, Física e Química.
Além disso, a formação e atualização da categoria estão abaixo do esperado. Numa época em que o mercado de trabalho exige cada vez mais qualificação profissional, inclusive com conhecimentos de informática, praticamente metade dos profissionais de educação básica no Brasil (48%) não tem acesso a computadores ou à internet.
Quando se fala em leitura, os índices melhoram: 41% lêem um ou mais livros por mês. Porém o dado não especifica o tipo de livro, podendo incluir os usados em sala de aula, por exemplo.
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