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Para 25% dos alunos do Ensino Fundamental, ler é sacrifício

Fundação SM propõe reflexão sobre hábitos de leitura em sala de aula durante Fórum de Leitura em São Paulo.

 

Um em cada quatro alunos do Ensino Fundamental acha que ler é “um sacrifício”, alerta a pesquisa “Leitura e qualidade de ensino”, encomendada pela Fundação SM e realizada por Mara Kotscho Pesquisas de Mercado. Os resultados parciais desse estudo, que investiga os hábitos de leitura de crianças e professores de escolas públicas e privadas de São Paulo, foram apresentados na última sexta-feira (22), durante o Fórum de Leitura promovido pela entidade. A análise das informações obtidas está a cargo das professoras Marisa Lajolo, da Unicamp e do Mackenzie, e Regina Zilberman, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

 

Segundo Marisa, a pesquisa evidencia a necessidade de se repensar a formação do professor: se este não gostar de ler, dificilmente será capaz de despertar o interesse dos alunos pela leitura.

 

Para incentivar o desenvolvimento de uma geração de leitores no Brasil, a Fundação SM reuniu, no fórum, representantes do Ministério da Educação, do Ministério da Cultura e da Fundação para o Desenvolvimento da Educação de São Paulo, bem como professores que desenvolvem projetos inovadores em sala de aula. Se, por um lado, políticas públicas como o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e o projeto Ler é Viver estão colocando mais livros de literatura ao alcance dos alunos, de outro lado é o empenho de professores em aulas, saraus de leitura e festivais literários que está rompendo com o desinteresse de crianças e jovens.

 

A identificação com as histórias e a autonomia dos alunos na escolha do que querem ler são essenciais, concordaram os professores convidados, pois motivam o interesse pela leitura. Mas “para formar um leitor, é importante criarmos uma comunidade leitora, um ambiente em que aquela criança possa conversar sobre o que está lendo com outras pessoas”, destaca a professora Marisa Lajolo. Afinal, ainda que a leitura seja uma atividade solitária, ela promove um repensar sobre si e se reflete na formação e na ação social de cada cidadão.

 

Os resultados completos da pesquisa serão divulgados ainda neste ano.

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