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Pandemia catalisou mudanças na educação, aponta estudo

A Pearson, empresa de educação que atua em 70 países e segundo maior conglomerado editorial do mundo, realizou uma pesquisa mundial em que ouviu mais de sete mil estudantes de todas as faixas etárias para entender as suas percepções sobre assuntos como educação básica, ensino superior, carreira, futuro do trabalho e tecnologia. A pesquisa foi feita entre os dias 8 e 14 de junho ouvindo estudantes da Austrália, Brasil, Canadá, China, EUA, Índia e Reino Unido.

A principal conclusão do estudo é que o mundo da Educação e do trabalho mudou para sempre, de maneira profunda e que a pandemia serviu como catalisador para acelerar esse processo. Três a cada quatro pessoas disseram acreditar que a pandemia do covid-19 transformará fundamentalmente a educação. O ensino a distância fará parte do dia a dia das pessoas, independentemente da idade e as incertezas econômicas levarão as pessoas a se qualificarem melhor. No Brasil, 90% dos respondentes afirmaram que o ensino on-line fará parte da educação de crianças daqui para frente.

A pesquisa mostra também que aumentou a confiança em sistemas educacionais. Num mundo de incertezas, as pessoas acreditam que a educação pode ajudar no seu crescimento pessoal e profissional. Globalmente, 66% dos respondentes disseram que o sistema educacional do seu país tem feito um a boa adaptação para atender às demandas dos estudantes neste momento de pandemia. No Brasil, esse número cai para 47% e é o menor entre os países pesquisados.

A edição de 2019 do estudo apontava que 71% dos brasileiros acreditavam que o livro didático estará obsoleto em cinco anos. Na edição de 2020, o estudo não trouxe esta mesma pergunta, mas questionou o papel do livro em algumas situações.

Ao serem perguntados como aprenderiam sobre habilidades sociais adicionais como liderança, pensamento crítico ou habilidades de comunicação, 42% dos respondentes globais disseram que buscariam estes desenvolvimentos em livros ou em instruções on-line. No Brasil, este índice sobe para 48%. Novamente questionados onde buscariam informações para desenvolver habilidades técnicas ou em STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), 38% dos pesquisadores globais responderam que em livros. O mesmo índice se repete no Brasil.

Clique aqui para baixar a íntegra do estudo.

 

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