A livraria e editora Saraiva fará uma oferta pública de ações preferenciais que pode superar R$ 250 milhões, informou a companhia no prospecto preliminar da operação. A oferta compreende a venda de 8 milhões de ações preferenciais, sendo 3 milhões de uma oferta primária e 5 milhões de uma secundária, correspondente a uma fatia da participação de Jorge Eduardo Saraiva, acionista controlador, e de fundos de investimentos.
A operação também marca a entrada da companhia no nível 2 de governança corporativa da Bovespa, espécie de ante-sala do Novo Mercado. A oferta poderá ter um lote suplementar de 15% a ser subscrito pelo Santander, coordenador líder da operação, em parceria com o Pactual. Também está prevista uma outra tranche adicional que equivale a 20% da oferta inicial, para atender a um eventual excesso de demanda. O período de reserva das ações vai de 29 de março a 7 de abril. A empresa vai reservr 10% da oferta para investidores de varejo, público que terá atendidas integralmente as reservas de até R$ 5 mil.
A empresa informou que os recursos da oferta primária podem ser utilizados para a aquisição de editoras de catálogos editoriais e redes varejistas de livros. Em 2005, o lucro líquido da Saraiva foi de R$ 40 milhões, 119,8% maior do que o de um ano antes. Em 22 de março, o papel PN da Saraiva fechou cotado a R$ 23,11, com desvalorização de 1,15%.
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