Projeto do governo estadual de São Paulo pretende mudar currículo do ensino médio e diminuir em 20% o número de aulas de português e matemática.
A iniciativa é uma estratégia para que disciplinas como sociologia ganhem mais espaço na grade curricular e para que seja feita a inserção de conteúdos que hoje não integram o currículo, como as aulas de língua espanhola.
Se colocada em prática, a nova matriz curricular reduzirá a carga horária das matérias em que os alunos têm dificuldade: o Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) mostra que 57% dos alunos do ensino médio estão abaixo do básico em matemática e 38% deles não absorveram conteúdos mínimos em português.
Além do remanejamento de disciplinas, a proposta prevê que os alunos do 3.º ano escolham uma das três ênfases: linguagem; matemática e ciências da natureza; ou ciências humanas.
Estudo. Em nota, a Secretaria de Estado da Educação diz que o mais importante não são as mudanças sugeridas para a carga horária, mas a possibilidade de as escolas oferecerem currículos diferenciados. As alterações tornarão o currículo mais atrativo, deixarão o jovem mais preparado para o mercado de trabalho e diminuirão a evasão no ensino médio, argumenta o governo.
Ainda segundo a nota, nas escolas que tiverem pelo menos três turmas do 3.º ano, os alunos poderão optar por uma área das áreas de conhecimento. Para as que não tiverem classes suficientes, a proposta prevê grade curricular com distribuição equitativa entre as três áreas.
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