Uma nova classe de consumidores de livros se prepara para entrar, oficialmente, em cena no Brasil, os “neoleitores“. Está em curso, em estágio avançado, um projeto do governo de distribuir adaptações de textos clássicos brasileiros para adultos recém-alfabetizados.
Coordenada pelo secretário de Erradicação do Analfabetismo, João Luiz Homem de Carvalho, a empreitada pretende pulverizar pelo país, até o final de ano, pelo menos 9 milhões de livros, com linguagem reduzida e outras adaptações simplificadoras.
“Buscamos o leitor de 15 a 104 anos que tenha contato recente com a leitura, mas com muita experiência para ler obras infantis ou juvenis“, diz Carvalho.
A série para neoleitores, que deverá ter licitação aberta até julho, já tem pronto um “projeto-piloto“. A L&PM adaptou três obras como teste, em série batizada de “É Só o Começo“.
Outra editora gaúcha, a pequena Tomo, vem espalhando um e-mail que chama a série de “É Só Coincidência“, sustentando que criara projeto semelhante dois anos atrás. Ivan Pinheiro Machado, da L&PM, diz que nunca ouvira falar “nem mesmo“ dessa editora. “Atribuem a mim um poder paranormal.“ Diz o editor, ainda, que não ganhou nada com o projeto, feito “sem um centavo público“.
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