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Ministro da Educação defende carga menor de conteúdo no ensino médio

O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu na ultima terça-feira (4), em audiência na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, em Brasília, uma redução da carga de conteúdos do ensino médio. “Temos de caminhar na direção de um currículo mais sensato e menos sobrecarregado”, afirmou.

 

O ministro destacou que enquanto o ensino fundamental respondeu aos estímulos governamentais, mas o ensino médio os avanços têm sido mais tímidos do ponto de vista da qualidade.

 

O ministro disse também que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não serve para avaliar a qualidade das escolas. Segundo ele, a matriz do Enem é mais leve do que um vestibular tradicional, mas ainda é mais pesada do que deveria ser o currículo do ensino médio. Haddad defendeu um aumento do índice mínimo de participação para a nota ser considerada. Atualmente, a participação mínima de 2% dos estudantes permite à escola ter sua nota do Enem computada.

 

Para Haddad, a comparação feita com base nos dados do Enem é “injusta”, uma vez que há variáveis que não são consideradas nas notas divulgadas. Ele disse, por exemplo, que as escolas particulares investem de três a dez vezes mais por aluno do que as públicas.

 

Em sua avaliação, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é mais apropriado para avaliar as escolas de ensino médio no Brasil. Haddad disse ainda que o ranking de desempenho das escolas no Enem provoca distorções. Na edição de 2010, somente 13 escolas públicas apareceram entre as cem melhores .

 

“A escola pública recebe todo mundo, não há seleção . É o quilombola, o filho do  pescador, o indígena, o negro e o pobre”, destacou. “Já a escola particular recebe filhos da classe média alta, a escola particular ainda conta com os recursos da ordem de 3 a 10 vezes aqueles com que a escola pública conta.”

 

O ministro disse ser a favor de aulas em tempo integral para o ensino médio das escolas públicas. “Com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), nos vamos estar com o ensino médio integral à mão. Assim que aprovarmos o Pronatec, o Brasil começa a implantar, rapidamente, o ensino médio de tempo integral, ou com educação profissional ou com outras alternativas de formação do jovem.” 
 

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