O Ministério da Educação não comentou o tratamento dado a FHC e Lula nos livros. Em nota, listou os critérios técnicos que usa para aprovar os livros, como o que veta obras que “fizerem doutrinação religiosa ou política”.
A autora Joelza Ester Rodrigues, do livro “História em Documento”, da editora FTD, afirmou que seu livro é imparcial. Ela disse que detalhou as alianças com “conservadores” só no caso de FHC porque o contexto do livro deixa pressuposto que os “partidos adversários” aos quais o PT se aliou também eram conservadores.
A Abril Educação, que controla as editoras Ática e Scipione, afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que tem uma “política voltada à pluralidade de seus autores e à independência e excelência editoriais”.
O professor Claudino Piletti, coautor do livro “História e Vida Integrada”, da editora Ática, concorda que sua obra é mais favorável ao governo Lula. “Não tem o que contestar”, afirmou. Ele disse que é responsável pela parte de história geral da obra e que a história do Brasil ficou a cargo de seu irmão, Nelson Piletti, que está na Itália e não foi encontrado pela reportagem.
À Folha Claudino disse que critica o irmão pela tendência pró-Lula e vai tentar convencê-lo a mudar a obra. “Não dá para ser objetivo. O professor de história tem suas preferências, coloca sua maneira de pensar. Realmente ele [Nelson] tem esse aspecto, tradicionalmente foi ligado à esquerda e ao PT”, afirmou Claudino.
A reportagem não conseguiu encontrar até o encerramento desta edição autores de três obras das duas editoras: “História”, “Projeto Radix – História” e “História em Projetos”.
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