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MEC apresenta ao Consed proposta emergencial para o ensino médio

A proposta do Ministério da Educação para suprir a carência de professores no ensino médio dos estados foi apresentada nesta no dia 14 de abril, em Manaus, durante reunião do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). A divulgação foi feita pelo titular da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), Francisco das Chagas Fernandes.  
 
A proposta, de caráter emergencial, foi definida pelo grupo de trabalho criado pela Comissão de Aperfeiçoamento de Professores do Ensino Médio e Profissional (Capemp), que reúne representantes de entidades, como o Consed, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SPBC) e a Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Anfope).  
 
No documento, o MEC aponta algumas alternativas para a resolução do problema. Em primeiro lugar está o apoio às atividades estaduais. “A idéia é apoiar as iniciativas que os estados têm formulado para enfrentar o problema”, afirma a diretora de Políticas do Ensino Médio da SEB, Lucia Helena Lodi. Ela cita como exemplo as teleaulas de Pernambuco, onde professores de outras áreas e pedagogos atuam como monitores com material instrucional próprio para essas disciplinas.  
 
Outra opção dos estados são projetos que prevejam a contratação de professores habilitados, mas fora da rede pública de ensino. Há, ainda, a possibilidade de contratar graduados em matemática, física, química e matemática sem licenciatura ou graduados nas áreas afins, como economia, engenharia, medicina e veterinária. “Nesses casos, o apoio do MEC seria para assegurar a complementação pedagógica a esses profissionais, mas no exercício da função, enquanto está em sala de aula”, explica Lucia Lodi. Estudantes que estejam terminando o curso de licenciatura nas disciplinas onde há carência de professores também poderão ser contratados pelo estado. Os recursos previstos para esse apoio virão dos R$ 407 milhões do orçamento do MEC para a melhoria do ensino médio. 
 
Lucia Lodi lembrou que a ação não é isolada, mas faz parte de um conjunto de medidas anunciadas pelo MEC, como os programas de formação de professores. “O próprio ProUni (Programa Universidade para Todos) reservou vagas para os cursos de licenciatura. Só assim, atacando em todas as frentes, vamos poder responder à demanda do ensino médio”, avaliou a diretora.  

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