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Livro comprado pelo é MEC acusado de promover o governo

O livro didático “Projeto Araribá – História, Ensino Fundamental 8“, da Editora Moderna, é acusado, em artigo publicado na edição desta terça-feira, 2, do jornal “O Globo“, de fazer propaganda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  
 
O autor do artigo é o jornalista Ali Kamel, o mesmo que lançou a polêmica em torno da obra “Nova História Crítica“, que deixou a lista de livros recomendados pelo Ministério da Educação.  
 
Ao tratar da história recente do Brasil, o “Projeto Araribá“ afirma, em sua página 239, que foi uma “habilidosa propaganda política“ que fez com que Fernando Henrique Cardoso fosse reconhecido como pai do Plano Real. Além disso, o livro diz que, entre as conseqüências do plano, estiveram aumento do desemprego, “elevando a miséria, a concentração de renda e a violência“ no Brasil. 
 
Discutindo o governo Lula, o livro afirma que “o combate à fome é o principal objetivo“ da administração, e cita trecho de um documento do PT sobre o assunto – trata-se do único documento citado sobre o tema. O livro reconhece, no entanto, que há quem veja programas como o Bolsa-Família como “assistencialista, não atacando efetivamente a raiz da pobreza“. 
 
Segundo o artigo de Kamel, intitulado “Livro didático e propaganda política“, o governo federal investiu mais de R$ 5 milhões para adquirir mais de 1 milhão de exemplares da obra, que serão distribuídos em 2008.  
 
A Editora Moderna informa, por meio de sua assessoria de imprensa, que não fará declarações sobre o assunto. 
 
Ao comentar o assunto, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que é a favor da liberdade dos professores na escolha do livro didático. “Eu tenho três opções com relação à escolha do livro didático: manter a liberdade dos professores, censurar os livros ou trocar os professores”, disse.  
 
O MEC diz que a escolha dos livros é feita pelos próprios professores a partir do Guia do Livro Didático, que contém resenhas das obras selecionadas. As editoras inscrevem as obras para seleção, que são avaliadas por especialistas de cada área. Os livros considerados mais adequados por esses especialistas farão parte do guia, distribuído a todas as escolas públicas brasileiras. 

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