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IBGE divulga pesquisa sobre o papel sócio-econômico da cultura

A Cultura, além de sua importância inerente, tem um papel social e econômico cada vez maior, gerando emprego e renda para um grande contingente de trabalhadores, em todas as regiões brasileiras. É isso que mostram os números que serão revelados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira, dia 29 de novembro, às 10h, por meio da publicação Sistema de Informações e Indicadores Culturais. 
 
O anúncio contará com as presenças dos ministros da Cultura, Gilberto Gil, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, do secretário executivo do MinC, Juca Ferreira, e do secretário de Políticas Culturais, Alfredo Manevy. A solenidade será realizada no auditório da Unidade do IBGE, localizado na Av. da República do Chile, nº 500, 2º andar, Centro, Rio de Janeiro.  
 
A publicação – que reúne estatísticas e base de dados abrangendo a área cultural nas suas especificidades e na sua totalidade – originou-se de um convênio entre o MinC e o IBGE, com o propósito de evidenciar a oferta de bens e serviços culturais, os gastos das famílias e os gastos públicos com cultura, além de mostrar o perfil socioeconômico da mão-de-obra empregada em atividades culturais.  
 
Após a divulgação do documento, os dados estarão disponíveis no site www.ibge.gov.br.  
 
 
Acordo de Cooperação 
 
Em dezembro de 2004, foi assinado o Acordo de Cooperação Técnica entre as duas instituições. A parceria inédita visou criar e atualizar estatísticas sobre Cultura. Foi instituída uma comissão técnica com representantes do MinC e do IBGE para viabilizar o Sistema de Informações e Indicadores Culturais.  
 
A iniciativa surgiu da conscientização da eficiência e democratização dos investimentos culturais e da necessidade de quantificar os diversos aspectos neles envolvidos. Esse levantamento já era realizado pelo IBGE e algumas dessas pesquisas encontram-se em anuários resgatados nas Estatísticas do Século XX, publicadas pelo IBGE em 2003.  
 
Nos últimos anos, o Instituto também passou a realizar algumas pesquisas que tratam, indiretamente, de aspectos relativos às atividades culturais como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios; a Pesquisa sobre Economia Informal; a Pesquisa sobre Orçamentos Familiares; as Estatísticas do Cadastro Central de Empresas; a Pesquisa Anual do Comércio; e a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC), dentre outras.  
 
Com o convênio, a expectativa é ampliar o alvo das investigações e suprir a necessidade de informações atualizadas por parte dos empreendedores culturais do Brasil. Quando da assinatura da cooperação técnica foram elaborados dois Planos de Trabalhos e o lançamento da publicação é a concretização dos objetivos do primeiro.  
 

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