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Governo Bolsonaro tem livro didático barato e ‘sem ideologia’, afirma Weintraub

O ministro da Educação Abraham Weintraub divulgou neste sábado, 11, um vídeo em que defende a distribuição de livros didáticos para estudantes da escolas públicas. Na publicação, publicada em sua conta no Twitter, ele destaca, contudo, que o material não deve ter “ideologia”. “É para ensinar a ler, escrever, ciências, matemática, não é para doutrinar”, afirma.

Segundo ele, o governo federal tem um custo anual de aproximadamente R$ 2 bilhões anuais para 165 milhões de livros didáticos. Em mensagem publicada junto com a gravação, escreveu: “livro didático no governo Jair Bolsonaro: mais barato e sem ideologia política ou de gênero”.

“Todo esse dinheiro compensa a gente gastar? Compensa, porque, se as famílias forem comprar individualmente os livros, vai sair muito mais caro. O mesmo livro que nós distribuímos ao custo para o contribuinte de R$ 10, se nós formos comprar individualmente em uma livraria, vai sair R$ 100. O mesmo livro. Então, para todos nós, para a sociedade, gera economia”, afirmou no vídeo.

Livro didático do Governo Bolsonaro. pic.twitter.com/GHEHzmq06s — Abraham Weintraub (@AbrahamWeint) January 11, 2020

Reportagem do Estado publicada neste sábado, 11, mostra que o governo federal aluga um depósito na Grande São Paulo para armazenar exemplares nunca utilizados e que estuda descartar R$ 2,9 milhões de livros nunca utilizados. O MEC avalia agora qual destino dar a esse material, comprado em gestões anteriores. Neste estoque, há obras desatualizadas desde 2005, que não podem ser entregues aos alunos.

Sobre o depósito de exemplares, Weintraub descartou no Twitter que o acúmulo de material é “resultado da gestão passada (2018)”. Ainda segundo o ministro, “houve melhora no remanejamento de livros didáticos de 49% em relação ao ano de 2018. Todavia nunca chegaremos a zero livros descartados”. Ex-dirigentes do MEC ouvidos pela reportagem afirmaram que não tiveram conhecimento sobre número tão significativo de livros parados enquanto estiveram na pasta.

“Há uma reserva técnica para o remanejamento de alunos, abertura de novas escolas, etc. Todo ano sobram livros, pois faltar é muito pior. Por lei, essa reserva técnica é de até 3% dos 165 milhões de livros distribuídos aos 40 milhões de alunos”, acrescentou Weintraub, também no Twitter.

Bolsonaro diz que livros didáticos são ‘péssimos’

Este mês, o presidente Jair Bolsonaro classificou os livros didáticos como “péssimos” e com “muita coisa escrita”. De acordo com o o presidente, seria necessário “suavizar” as obras distribuídas nas escolas públicas. Dias depois, o ministro Abraham Weintraub reforçou a crítica e disse que já deu “boa limpada” no material.

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