Governo, Avon e vampiros alavancam receita da Record

Ao contrário do primeiro semestre do ano passado, período em que os negócios foram afetados pela crise, os seis primeiros meses de 2010 estão sendo de fartura para o grupo editorial Record, que já prevê um crescimento de 24% no faturamento – índice bem superior aos 8% registrados em 2009, quando a receita da editora foi de R$ 100 milhões. O bom momento é reflexo de vários fatores.

 

No começo do ano, a editora carioca fechou um contrato com o governo paulista para impressão de 3,5 mi de exemplares de livros de literatura distribuídos para escolas públicas do Estado. Dos 20 títulos escolhidos pelo governo, a Record ficou com sete. As vendas ao público também cresceram. Um dos destaques foram as encomendas feitas por meio do catálogo da Avon, que quadruplicaram até maio.

 

“Acho que acertamos os tipos de livro que o público da Avon gosta. Além disso, aumentou o poder de consumo da classe C”, disse Sonia Jardim, diretora-financeira da Record. Nas livrarias, a demanda foi puxada por best-sellers como Diários do Vampiro, de L.J. Smith. “Também chamou atenção o desempenho da Bertrand. Em cinco meses, as vendas equivalem a do ano passado inteiro”, disse. Na área gráfica, Sonia aguarda com ansiedade o início de funcionamento da nova rotativa, que está prevista para começar a operar no fim do mês. Com a máquina em operação, que demandou a maior parte do investimento de US$ 5 milhões para expansão, a Record aumentará sua atual produção anual de 6 mi de livros para 9 mi em 2011.

 


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