Encrenca das boas no terreiro de Geraldo Alckmin: a sucessora de Gabriel Chalita na secretaria de Educação, Maria Lucia Vasconcelos, nomeada por Cláudio Lembo, decidiu suspender por tempo indeterminado as compras de livros paradidáticos (clássicos, romances) e revistas que eram distribuídos aos alunos do Estado. O negócio com as editoras chegou, só em 2005, a R$ 9,7 milhões.“Não posso fazer compras desse valor sem saber o que estou comprando. Não é porque [o negócio] foi conversado no passado que tenho que comprar“, diz ela.
BIOGRAFIA
“Vou voltar a comprar, sim. Mas no devido tempo, com transparência e cautela“, diz Maria Lucia. A saia justa é grande: Chalita é um dos auxiliares mais próximos de Alckmin e biógrafo da mulher dele, Lu.
PROCESSO
Chalita diz que não quer “criticar“ a sucessora. Mas afirma: “Se cada secretário resolver parar para analisar e fazer o seu projeto, destruirá a proposta educacional. Educação é um processo“. Chalita afirma que o preço dos livros era o justo e que “a maior parte dos recursos era federal“. Diz que herdou o programa de paradidáticos da gestão anterior à dele e deu continuidade justamente para preservar o “processo“.
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