Só um acordo entre partidos poderia ter deixado o professor e economista Cristovam Buarque fora do cargo de Ministro da Educação. Quando o presidente Lula definia o seu ministério, o nome dele era quase um consenso.
Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o ex-reitor da Universidade de Brasília abordou o problema da obtenção de recursos para a educação e a erradicação do analfabetismo:
“O dinheiro vem de um país que esse ano tem R$ 1 trilhão e 500 bilhões de PIB. Essa é a soma da renda de todos os brasileiros. Como não há dinheiro para a educação? Vamos falar só do projeto da distribuição dos livros. Vamos supor 30 milhões de livros que a gente compra a R$ 2. Então precisamos de R$ 60 milhões. Se os dividirmos em quatro anos, precisamos de R$ 15 milhões anuais. Um país que tem mais de R$ 1 trilhão não consegue R$ 15 milhões para os livros?“
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