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Em São Paulo, ministro defende boa educação como garantia à liberdade de expressão

“Sem boa educação não se pode consagrar efetivamente a liberdade de expressão; uma sociedade crítica que pode exercer a cobrança e expressar seu pensamento livremente”. A afirmação foi feita pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, durante palestra nesta segunda-feira, 27, no Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), em São Paulo. 

Um dos temas debatidos no evento foi a reforma do ensino médio. De acordo com o ministro, “o Brasil é hoje um dos únicos países que tem uma educação de nível médio com um currículo engessado, de 13 disciplinas, em que todos os jovens têm que estudar e aprender exatamente a mesma coisa”. Segundo Mendonça Filho, isso contribui para evasão e, ao mesmo tempo, desestimula a formação dos jovens no ensino médio.
“A lógica da mudança da educação de nível médio coloca o Brasil dentro daquilo que o mundo já aprendeu há muito tempo: mais flexibilidade, mais autonomia e protagonismo por parte do jovem na definição das ênfases, dentro dos itinerários formativos que estarão sendo ofertados com a reforma e consagrando a Base Nacional Comum Curricular, que será a grande orientação de definição de currículo para toda a educação básica do Brasil, desde a educação infantil e também a educação de nível médio”, disse.
O ministro também falou sobre os desafios da educação, entre eles, a melhor forma de investir o orçamento destinado para a área. Mendonça Filho lembra que, nos últimos 12 anos, o orçamento da educação foi triplicado, passando de pouco mais de R$ 40 bilhões para cerca de R$ 130 bilhões. “E os resultados do Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica], se moveram muito pouco”, apontou. “Quando se debate educação há que se ter a tese da qualidade do gasto.”
O evento foi coordenado pelo professor Fernando Schüler, do Insper, e teve a participação de Sérgio Firpo, professor titular da Cátedra Instituto Unibanco, que promove pesquisas, estudos, artigos e eventos sobre a qualidade da educação.

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