Melhorar a qualidade da educação é um passo fundamental para garantir um crescimento sustentável da América Latina nos próximos anos. Essa opinião foi reiterada por grande parte dos participantes dos primeiros debates da edição regional do Fórum Econômico Mundial, ontem no Rio.
“O maior problema da América Latina é a falta de qualidade da educação, principalmente a superior. Se nós não pudermos aliar mais educação a maiores investimentos em ciência e tecnologia e inovação, não iremos ter êxito”, afirmou a costa-riquenha Rebbecca Grynspan, administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
Roberto Teixeira da Costa, do Conselho de Empresários da América Latina, afirmou que “o Ministério da Educação deveria ser mais importante do que o Ministério da Fazenda nos nossos países”.
A perspectiva de ter que esperar uma geração para colher os efeitos positivos de melhoras na educação angustia o venezuelano Ricardo Hausmann, diretor do Centro para Desenvolvimento Internacional da Harvard Kennedy School. “Nós não podemos esperar até que o sistema educacional seja reformado. Há muitos latino-americanos na casa dos 30 anos que precisam ser incentivados a ser empreendedores”, afirmou.
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