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Editoras esperam uma ’explosão’ de vendas

As editoras na Bienal do Livro do Rio, que termina domingo, estão contando com uma explosão nas vendas no fim de semana. No primeiro, o resultado foi, em média, pior do que o registrado na última edição. Quando se contabilizam todos os dias de feira, no entanto, as grandes empresas calculam que os resultados de 2007 estejam superiores aos de 2005: a Rocco experimenta aumento de 20%; a Objetiva e a Nova Fronteira, de 10%. Mas há vendedor reclamando de falta de público. 
 
O resultado consolidado só sairá depois do domingo, quando acaba a bienal. No entanto, a avaliação da Record – o maior grupo editorial do País – já é bem positiva. ’No primeiro sábado, vendemos pouco menos que no primeiro sábado de 2005. Percebemos que os livros estavam mais caros no nosso estande do que no da (livraria) Saraiva. Então, no domingo, começamos a dar descontos de 15% na compra do segundo livro, e de 20% no terceiro. Aí o faturamento foi muito superior ao de 2005’, contou a diretora editorial, Luciana Villas-Boas. 
 
Para o fim de semana, ela promete novidades: ’Estávamos marcando bobeira; é capaz de inventarmos mais promoções. O brasileiro é muito sensível a desconto.’ Segundo Luciana, os mais vendidos têm sido os títulos do selo Galera, destinado ao público jovem, seguido por A Cabeça do Brasileiro, organizado por Alberto Carlos Almeida. 
 
O staff da Objetiva não pára, garante o vendedor João Henrique, que está em sua 11ª bienal. ’Estou até com dor nas costas e nas mãos, de tanto repor livros. Acho que a gente é o termômetro’, disse, apontando os maiores sucessos da editora na feira: Elite da Tropa – que pegou carona no filme Tropa de Elite, pirateado -, e Bússola de Ouro, série de Philip Pullman. 
 
Na Martins Fontes, o desempenho não está satisfatório, aos olhos de quem trabalha no estande. ’Em 2005 estava melhor. Lembro-me que após o almoço, horário mais movimentado, a gente não ficava parado. Espero que melhore’, disse o vendedor Marco Aurélio Moreira da Silva. 
 
Paulo Rocco, dono da editora que leva seu nome e presidente do Sindicato Nacional dos Editores, ’não ouviu ninguém falar nada sobre vendas ruins’. E ressaltou que o mais importante não é vender livro, e sim a festa literária. ’Nossa vocação não é vender livro, é a educação, a cultura. Se fosse só vender, bastava armar uma barraquinha na rua.’  

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