O deputado Arthur Bruno (PT-CE) propôs que o relatório do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) só seja votado na comissão especial que analisa a proposta após a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Precisamos discutir os números [do projeto] com ele. Investir 7,5% do PIB em ensino é um avanço, mas precisamos ouvir o ministro”, afirmou.
O requerimento também foi assinado pelo deputado Izalci (PR-DF). O deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), por sua vez, reforçou o pedido para que o ministro da Fazenda seja envolvido na discussão e afirmou que outras áreas, principalmente as ligadas ao setor financeiro, são privilegiadas no Plano Nacional de Educação.
“Não há restrição fiscal para destinar os 10% do PIB para a educação. O relatório simplesmente enquadra a proposta que veio do Palácio do Planalto”, disse.
A deputada Fátima Bezerra (PT-RN) também destacou a necessidade de envolver o ministro da Fazenda, “que tem a chave do cofre”, no debate. “Podemos criar um grupo para examinar esse assunto, mesmo que seja no ministério. O local não importa”, defendeu.
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