A pandemia da Covid-19 provoca um forte impacto econômico no setor da educação do país. Em um cenário de crise financeira, onde a arrecadação de impostos está em queda, estudantes estão deixando a rede privada e buscando o ensino público, cujo sustento é garantido pelos tributos.
Além disso, a intensa transmissão do vírus exige gastos adicionais às escolas, que devem adaptar-se a novas regras de saúde e segurança.
O GLOBO fez um levantamento com 31 redes de ensino públicas e constatou que 16 (nove municipais de capitais e sete estaduais) registraram migração de alunos da rede particular. Juntas, as escolas públicas dessas redes receberam 34,6 mil novos estudantes durante a pandemia.
Além disso, uma projeção da Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca) mostra que, até o fim do ano, o setor pode perder cerca de R$ 19,1 bi (7% do orçamento nacional) por conta da queda na arrecadação de impostos.
Além de novos alunos, as redes públicas precisam arcar com novos gastos. A implementação do ensino remoto, por exemplo, custou R$ 422 milhões a 22 estados, segundo levantamento do Instituto Unibanco. Esse dinheiro foi gasto apenas em abril com a aquisição de pacotes de dados, equipamentos para gravação de aulas, materiais impressos para alunos sem internet e outras medidas.
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