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Conteúdo exigido em novo Enem muda pouco, dizem professores

Aviso aos estudantes: não é preciso temer o novo Enem, afirmam professores de colégios e de cursinhos, além do Ministério da Educação. O conteúdo, sustentam, será semelhante àquele que já é dado no ensino médio.

A mudança é que será cobrada uma carga maior de informação, mas dentro do modelo antigo de privilegiar o raciocínio em detrimento da decoreba. Para exemplificar, o ministro Fernando Haddad (Educação) já disse que o exame não exigirá datas, mas sim o conhecimento de fatos históricos.

As questões terão relação com o cotidiano. Ou seja, o enunciado não pedirá a resolução de uma equação matemática, mas ela pode ser importante para a solução de um problema em um contexto específico.

O Enem mudou para se tornar um vestibular único para as 55 universidades federais do país. Até sexta-feira, 27 universidades já haviam decidido adotar o exame como fase única ou primeira fase do processo seletivo. As federais têm até amanhã para dizer ao governo federal se (e como) usarão o Enem.

A prova, em outubro, terá uma redação e 200 testes, de quatro grandes áreas: línguas, matemática, ciências da natureza e ciências humanas.

“O conteúdo não foge do tradicional“, disse Sílvio Freire, orientador do 3º ano do Colégio Santa Maria. Em relação aos vestibulares convencionais, a mudança, disse ele, será a ênfase em “questões mais cotidianas, mais próximas do aluno“.

A ideia é enfatizar temas como segurança pública, violência, gravidez na adolescência, cidadania e mudanças climáticas. O conteúdo, divulgado na quinta, está no site do ministério (www.educacao.gov.br).

Nas questões, podem ser abordados assuntos como políticas afirmativas (cotas raciais etc), esporte e história cultural da África –o último, embora obrigatório por lei, foi pouco implementado nas escolas.

É exigido também que o aluno conheça linguagens artísticas (artes visuais, dança, música e teatro). Isso pode cair em questões que relacionem movimentos literários aos artísticos, que são mais amplos.

Mas as novas temáticas devem representar pouco em relação ao conjunto do Enem, diz Nicolau Marmo, coordenador do Anglo. “O aluno com o conteúdo do ensino médio está 97% preparado.“ O cursinho dará reforço dois meses antes do exame para seus alunos.

O mesmo ocorrerá no COC, com aulas específicas. Segundo Tadeu Terra, diretor editorial da rede, a intenção é mostrar aos alunos que a combinação do conteúdo atual com algum reforço é suficiente para levá-los a obter êxito no Enem. “As alterações foram pontuais.“

Vera Lúcia Antunes, coordenadora do cursinho e do colégio Objetivo, diz que a escola já aborda no ensino médio as habilidades exigidas no Enem.  
 
 
 
 
 
 

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