Programa do governo federal seleciona obras produzidas por editoras e forma um ‘cardápio’ com as que forem aprovadas pelo comitê técnico. Escolas escolhem livros que desejam adotar e os recebem gratuitamente
O governo de São Paulo comunicou, nesta semana, que não aderiu ao Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), sistema do Ministério da Educação (MEC) que seleciona e distribui gratuitamente livros didáticos para as escolas públicas brasileiras(entenda abaixo como ele funciona).
Em 2022, todas as redes estaduais do país participaram do programa. Segundo a Secretaria de Educação paulista, São Paulo optou por mudar de postura e “abandonar” o PNLD por ter “material didático próprio alinhado ao currículo do Estado”.
Como funciona o PNLD?
Para definir quais obras serão adotadas pelos colégios municipais, estaduais e federais, o Brasil segue o PNLD, estabelecido no formato atual por um decreto de 2017. Em resumo, ele funciona da seguinte forma:
De quanto em quanto tempo as escolas recebem novos livros?
A cada quatro anos, as editoras produzem novos materiais para determinado ciclo escolar.
Em 2023, por exemplo, mais de 11,5 milhões de crianças do ensino fundamental I (1º a 5º ano) ganharam uma leva inédita de livros de cada disciplina. O custo para a aquisição das obras foi de R$ 789.217.754,57, segundo o MEC.
Nas outras etapas (educação infantil, ensino fundamental II e ensino médio), houve apenas reposição do material para novas matrículas registradas.
Publicado por Luiza Tenente – G1 em 02/08/2023.
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