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Comitiva do MEC faz primeira visita oficial ao IBC e ao Ines

Uma comitiva do Ministério da Educação fez sua primeira visita oficial ao Instituto Benjamin Constant (IBC), que trata da política educacional para pessoas com deficiência visual, e ao Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), no Rio de Janeiro. O objetivo é ouvir as demandas e cumprir a determinação de levar o MEC para os municípios. Uma das novidades apresentadas é que todos os estudantes cegos das escolas públicas do país terão acesso ao mesmo material didático que os demais estudantes que utilizam a versão braile já neste ano letivo.

“Dentro da perspectiva de ‘menos Brasília e mais Brasil’, precisamos ajudar os municípios, que é onde os nossos cidadãos estão”, destaca o secretário de Modalidades Especializadas de Educação, Bernardo Goytacazes.

Ele observou a capacidade que ambas as instituições têm de produção de cursos e materiais que serão levados aos municípios para acesso de toda a população. “O MEC está aberto para promover cidadania, equidade e respeito, principalmente nas comunidades de pessoas com deficiência.”

O IBC está produzindo os livros didáticos em braile e em tinta, para que os pais possam acompanhar o conteúdo estudados pelos filhos, e já serão entregues no início do ano letivo dentro do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

De acordo com o secretário, a produção dos livros e outras ações em andamento, como a expansão dos cursos de libras oferecidos pelo Instituto Ines, não terão impacto no orçamento deste ano. Isso porque serão realizados cursos nas modalidades de ensino a distância (EaD), utilizando a estrutura e capilaridade de que os institutos federais já dispõem. A intenção é que, após as adequações necessárias que serão verificadas ao longo de 2019, o orçamento do ano que vem seja adequado para essas ações, de forma a potencializá-las.

“A demanda dos surdos não se dá só na escola, mas também nos postos de saúde, prefeituras, nos fóruns. Pretendemos disseminar o ensino de libras para que cada vez mais os surdos possam ter dignidade e equidade no seu tratamento em todas as esferas do poder público. Inclusão de forma ampla e irrestrita”, detalha o secretário.

A agenda segue até esta sexta-feira, 1º de fevereiro, com visitas à TV Escola e à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ao Museu Nacional do Rio de Janeiro.

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