A proposta de novas diretrizes para o ensino médio, que prevê autonomia para as escolas definirem as disciplinas com mais espaço na grade curricular, foi retirada da pauta da reunião da ultima quarta-feira, 5, do Conselho Nacional de Educação (CNE).
Com o adiamento, o relator José Fernandes de Lima espera aproveitar o prazo estendido para aprofundar o debate, informou a assessoria do CNE. Não foi informado quando o assunto retorna para a pauta.
O projeto prevê que cada escola trabalhe a partir de quatro áreas de atuação – ciência, tecnologia, cultura e trabalho. A partir da escolha da vocação, monta-se a carga horária, com as escolas adequando as disciplinas de acordo com o seu interesse.
Uma escola focada em cultura, por exemplo, pode dar mais espaço às disciplinas de história e geografia, sem deixar de lado outras matérias, como língua portuguesa e matemática.
Dados do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), de 2009, mostram que os alunos do ensino médio estão estagnados no desconhecimento, sem conseguir, por exemplo, identificar a ideia principal de texto ou associar que metade é 50%. Eles receberam nota 3,6, numa escala de 0 a 10 – apenas 0,1 superior à obtida em 2007.
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