Duas cidades paulistas que apostam em sistemas apostilados e já foram destaque nas avaliações educacionais do País tiveram quedas significativas no último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), de 2009.
Dois Córregos e Santa Fé do Sul, no interior do Estado, não atingiram as metas do Ideb no ensino fundamental. Santa Fé cogita deixar o sistema apostilado e voltar a aderir ao livro didático.
Os dois municípios fazem parte do grupo das 143 prefeituras paulistas que não aderiram neste ano ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). O PNLD gasta R$ 1 bilhão por ano na distribuição gratuita de cerca de 130 milhões de livros às escolas públicas do País, de ensino fundamental e médio.
Prefeituras que deixam o programa param de receber um material sem custo aos cofres municipais para pagar por sistemas que vendem apostilas e capacitação de profissionais.
A efetividade do material, que estrutura as aulas por capítulos e direciona o trabalho do docente, gera divergências entre os educadores. Os defensores apontam maior organização didática e garantia do ensino de um conteúdo mínimo. Os críticos reclamam da falta de autonomia do professor e da escola e da qualidade das apostilas.
Após atingir um dos índices mais altos do País nos anos iniciais do fundamental no Ideb 2007 (7,1), Dois Córregos caiu para 5,6 e ficou um ponto abaixo da meta de 2009. “O problema não foi a apostila. São outras variáveis que determinaram essa queda”, justifica Rosa Laura Garcia Calacina, secretária de Educação.
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