A boa notícia é que o mercado de livros cresceu. Segundo a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, divulgada hoje pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livro (SNEL), o faturamento das editoras de livros no Brasil alcançou R$ 5,36 bilhões em 2013, o que representa um crescimento nominal de 7,52% em relação ao ano interior. Descontada uma inflação de 5,91% (IPCA), o crescimento real foi de 1,52%.
A primeira má notícia é que, em termos reais, o faturamento apurado pela FIPE ainda está abaixo do valor alcançado em 2010.
A segunda má notícia é que o crescimento de 2013 deve-se puramente ao aumento das compras governamentais que chegaram a R$ 1,47 bilhão no ano passado contra R$ 1,32 bilhão em 2012. Em 2013, as editoras faturaram R$ 3,885 bilhões em vendas ao mercado privado contra R$ 3,669 bilhões em 2012. Embora isto represente um crescimento nominal de 5,90%, houve uma queda minúscula de faturamento real ao mercado privado, pois a variação foi de -0,01%, se considerado o IPCA de 2013.
Na década entre 2004 e 2013, o faturamento das editoras cresceu, em termos reais, 7,34%. Pode parecer um bom número, mas ele reflete estagnação quando comparado ao crescimento real de 41,82% que o PIB brasileiro teve no mesmo período.
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