Daqui a um mês, a Editora Aymará, que tem entre os sócios o grupo baiano Sagarana, vai inaugurar um centro pedagógico em Curitiba (PR), onde fica sua sede. Trata-se de mais um passo nos objetivos traçados para 2009, que incluem aumento de 40% no quadro de pessoal, faturamento de R$ 50 milhões e investimentos de R$ 20 milhões, sendo R$ 11 milhões em desenvolvimento de produto e R$ 9 milhões em suporte e estrutura de atendimento.
O principal produto da Aymará é o programa Cidade Educadora, que conta com 108 livros e possui outros em desenvolvimento. Além dos títulos, o programa inclui treinamento de professores, ações de responsabilidade social e instrumentos de avaliação de resultados. Está sendo aplicado em escolas públicas de Santos, Praia Grande e Salvador, para 140 mil alunos, o dobro do ano passado.
A editora, que faturou R$ 22,6 milhões no ano passado, possui livros didáticos, paradidáticos e de literatura e materiais para o ensino superior e corporativo. A maior parte da produção está em Curitiba, mas a Aymará possui unidades no interior de São Paulo e na Bahia, para o desenvolvimento de tecnologia educacional e atendimento dos clientes. O geógrafo Áureo Gomes Monteiro Júnior, ex-diretor de internet do grupo Positivo e sócio-diretor da Aymará, conta que em 2009 serão feitos 200 vídeos educacionais e o número de páginas impressas chegará a 60 mil.
Monteiro Júnior diz que criou a editora, há quatro anos, ao perceber que havia espaço para algo diferenciado, mesmo num mercado concentrado e dependente de compra governamental. Hoje, a Aymará tem 12 títulos aprovados pelo Ministério da Educação e entrou nas compras do governo federal dos didáticos que serão distribuídos aos alunos da rede pública em 2010. Foram negociados R$ 80,8 mil em títulos da Aymará para o ensino fundamental e R$ 736,7 mil em livros para alfabetização de jovens e adultos, segundo dados do MEC.
A editora conta com 147 empregados e planeja chegar a 200 até o fim de 2009. Em março, a empresa contratou como diretor administrativo e financeiro Thomas Polisaitis, que deixou o colégio Visconde de Porto Seguro, em São Paulo, para assumir a nova função.
Polisaitis encontrou uma empresa preocupada com governança corporativa, com conselho de administração e balanços trimestrais. Monteiro Júnior afirma que sempre foi assim e descarta que esteja em busca de investidores para o negócio. “Recebemos propostas”, admite, sem dar detalhes. Segundo ele, os investimentos estão sendo feitos com recursos próprios e de acordo com a capacidade dos sócios e os desafios encontrados. O próximo alvo, adianta, é levar o Cidade Educadora para o ensino médio e para as livrarias.
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