A Amazon conquistou manchetes nos jornais do mundo todo no início do mês após o envio de um comunicado à imprensa em que anunciava que o MEC, por meio do FNDE, tem trabalhado com a Amazon para converter e distribuir mais de 200 livros didáticos para centenas de milhares de professores do Ensino Médio público.

Vários veículos de notícias publicaram a história. Mas isso não foi apurado de forma precisa. Sim, o governo brasileiro decidiu utilizar a plataforma Kindle para distribuir os PDFs que haviam recebido das editoras selecionadas para a edição de 2012 do Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio (PNLEM), mas a percepção de que a Amazon vai assumir ou dominar a distribuição digital de livros para o setor educacional público brasileiro é incorreta. Ela chegou a esse ponto depois de participar de um processo de licitação pública.

De acordo com o documento, “as plataformas devem ser fornecidas gratuitamente” e “as parcerias podem ser estabelecidas com diferentes empresas ou não”. Em termos práticos isso significa que não há exclusividade garantida e que o governo pode optar por nunca usar uma plataforma aprovada. Além disso, a Saraiva também teve a sua plataforma aprovado no mesmo processo de licitação. A Amazon marcou um gol, mas está longe de ganhar o jogo.

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