A Academia Brasileira de Letras (ABL) está insatisfeita com o ensino de português nos níveis médio e fundamental e entregou ontem ao ministro da Educação, Cristovam Buarque, um documento com 11 sugestões para melhorar a qualidade das aulas. Segundo o presidente da ABL, Alberto Costa e Silva, é preciso voltar a ensinar nas escolas a norma culta e a literatura. A disciplina foi retirada dos currículos na gestão Paulo Renato Souza.
Cristovam foi à ABL pedir apoio ao seu projeto de acabar com o analfabetismo e receber a medalha Machado de Assis.
Os acadêmicos explicaram que a queda na qualidade de ensino vem sendo aferida em contatos com estudantes e profissionais recém-saídos da universidade. “Só conhecendo a literatura de um país é possível entendê-lo“, disse Costa e Silva. “É preciso também reforçar a norma culta do ensino fundamental e médio, porque é ela quem une as diversas formas de falar.
Hoje, ensina-se a fala popular nas escolas, que é importante, mas não deve ser aprendida em sala de aula.“
Cristovam concordou com a necessidade de aulas de literatura e lembrou que o ministério distribui livros aos estudantes. Ele pediu aos imortais que incentivem a criação de textos literários para recém-alfabetizados.
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