{"id":940,"date":"2005-05-11T14:13:00","date_gmt":"2005-05-11T17:13:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2005\/05\/11\/pisa-mostra-diferencas-entre-meninos-e-meninas\/"},"modified":"2005-05-11T14:13:00","modified_gmt":"2005-05-11T17:13:00","slug":"pisa-mostra-diferencas-entre-meninos-e-meninas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/pisa-mostra-diferencas-entre-meninos-e-meninas\/","title":{"rendered":"Pisa mostra diferen\u00e7as entre meninos e meninas"},"content":{"rendered":"<p>Meninos de quase todos os pa\u00edses analisados pelo Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes (Pisa) se saem melhor em matem\u00e1tica que as meninas. Entre as 41 na\u00e7\u00f5es que participaram do exame em 2003, apenas na Isl\u00e2ndia elas tiveram melhor desempenho. No Brasil, que amargou o pior resultado na disciplina, as meninas fizeram 348 pontos e os meninos, 365, numa escala que pode passar de 660. Em leitura, que n\u00e3o era o foco principal, mas tamb\u00e9m foi avaliada, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 inversa: em todos os pa\u00edses as meninas est\u00e3o \u00e0 frente.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O relat\u00f3rio completo da avalia\u00e7\u00e3o, feita a cada tr\u00eas anos pela Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4micos (OCDE), foi divulgado na semana passada na capital paulista. Pela primeira vez, ele foi publicado em portugu\u00eas, pela Editora Moderna. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O Pisa 2003 avaliou 250 mil jovens de 15 anos e deu \u00eanfase \u00e0 matem\u00e1tica; o pr\u00f3ximo ser\u00e1 em 2006 e focado em ci\u00eancias. \u201cAs garotas constantemente mostram muito menos interesse em matem\u00e1tica, acreditam menos nelas mesmas para as tarefas e apresentam maiores taxas de desamparo e estresse durante as aulas\u201c, disse o diretor do programa Pisa, o alem\u00e3o Andreas Schleicher. De uma maneira geral, os meninos fizeram 11 pontos a mais que as meninas nas provas de matem\u00e1tica em todos os pa\u00edses. Entre eles, 16,9% est\u00e3o nos n\u00edveis 5 e 6 de profici\u00eancia, os dois mais altos. Elas somam 12,4% nesses n\u00edveis. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Brincadeiras <\/B>&#8211; Brincadeiras e afazeres de meninos e meninas na inf\u00e2ncia podem contribuir para essas diferen\u00e7as. \u201cNo Brasil, longe das grandes cidades, as meninas ainda assumem tarefas dom\u00e9sticas, cuidam dos irm\u00e3os. Os meninos saem mais de casa, jogam futebol e t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o maior com espa\u00e7o e forma\u201c, diz a consultora para o Pisa na \u00e1rea de matem\u00e1tica do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (Inep\/MEC), Maria Teresa Soares. O exame de matem\u00e1tica do Pisa \u00e9 dividido em quatro \u00e1reas. A que \u00e9 chamada de espa\u00e7o e forma \u2013 com quest\u00f5es de geometria, racioc\u00ednio espacial e modelos bi e tridimensionais \u2013 registra as maiores diferen\u00e7as a favor dos meninos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A \u00e1rea em que as meninas se saem melhor \u00e9 a denominada quantidade, em que est\u00e3o mais presentes informa\u00e7\u00f5es da vida cotidiana, como problemas sobre taxa de c\u00e2mbio e pre\u00e7os. Segundo Schleicher, o Pisa constatou que elas conseguem melhor resultado em solu\u00e7\u00f5es de problemas que n\u00e3o est\u00e3o ligados diretamente com a disciplina de matem\u00e1tica. \u201cParece que \u00e9 o contexto da matem\u00e1tica na escola que imp\u00f5e barreiras para as meninas se sa\u00edrem bem\u201c, completa. Para ele, as escolas precisam desenvolver o interesse e a confian\u00e7a das meninas na disciplina. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> C\u00e9rebros <\/B>&#8211; Fora o contexto cultural e social, h\u00e1 diferen\u00e7as no mecanismo de domin\u00e2ncia cerebral de homens e mulheres. O predom\u00ednio do hemisf\u00e9rio esquerdo do c\u00e9rebro \u2013 ligado \u00e0 l\u00f3gica, aos c\u00f3digos \u2013 \u00e9 maior no sexo masculino. Esse predom\u00ednio tamb\u00e9m existe no sexo feminino, mas \u00e9 menor, com significativa influ\u00eancia tamb\u00e9m do hemisf\u00e9rio direito, o da intui\u00e7\u00e3o. \u201cMeninos t\u00eam mais no\u00e7\u00f5es espaciais, enquanto na \u00e1rea da linguagem elas levam vantagem\u201c, diz o professor de neuropediatria da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), Luiz Celso Vilanova. \u201cIsso facilita, mas n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o h\u00e1 mulheres que se d\u00eaem bem em matem\u00e1tica ou homens, em linguagem.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O Pisa 2003 mostrou que, em m\u00e9dia, os meninos fizeram 34 pontos a menos que as meninas na \u00e1rea de leitura. No Brasil, eles somaram 384 pontos e elas, 419. \u201cEu gosto mesmo \u00e9 de portugu\u00eas, hist\u00f3ria e geografia. E todas as minhas amigas tamb\u00e9m\u201c, diz Tainara Paulon Prot\u00e1sio, de 15 anos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cNa socializa\u00e7\u00e3o do menino, ele \u00e9 canalizado para a individualiza\u00e7\u00e3o, baseada no afastamento. As meninas, para o apego e a verbaliza\u00e7\u00e3o, por isso h\u00e1 facilidade em comunica\u00e7\u00e3o\u201c, diz a professora do Instituto de Psicologia da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Maria Helena F\u00e1vero, que estuda educa\u00e7\u00e3o e g\u00eanero. \u201cMelhores pr\u00e1ticas educativas das fam\u00edlias podem mudar essas situa\u00e7\u00e3o\u201c. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> No Pisa, o desempenho de meninos e meninas na \u00e1rea de ci\u00eancias oscila conforme o pa\u00eds, mas h\u00e1 predomin\u00e2ncia masculina entre as maiores pontua\u00e7\u00f5es. No Brasil, os resultados de ambos os sexos s\u00e3o os mesmos. Nos Estados Unidos, a diferen\u00e7a tamb\u00e9m n\u00e3o foi considerada estatisticamente significativa, segundo o relat\u00f3rio Pisa.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Diretor aposta em desempenho melhor\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Apesar do \u00faltimo lugar no ranking de 41 pa\u00edses que participaram do Pisa 2003, o diretor da avalia\u00e7\u00e3o, Andreas Schleicher, acredita no Brasil. O Pa\u00eds foi o que mais avan\u00e7ou no desempenho de seus alunos com rela\u00e7\u00e3o a 2000 em matem\u00e1tica. \u201cEm dez anos, podemos esperar que o Brasil esteja nas melhores posi\u00e7\u00f5es.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A pontua\u00e7\u00e3o geral dos jovens brasileiros foi de 356, o que deixou o Pa\u00eds abaixo do n\u00edvel 1 de profici\u00eancia, o mais baixo. Ou seja, eles n\u00e3o s\u00e3o capazes decompreender conceitos b\u00e1sicos ou calcular resultados combinat\u00f3rios em uma situa\u00e7\u00e3o limitada e bem definida. Os mais bem posicionados do ranking foram Finl\u00e2ndia e Hong Kong, que ficaram no n\u00edvel 4, com cerca de 550 pontos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para a professora Maria Teresa Soares, consultora do Inep\/MEC para o Pisa, a defasagem idade\/s\u00e9rie prejudicou os brasileiros. Aqui, muitos dos alunos de 15 anos n\u00e3o est\u00e3o no 1.\u00ba ano do ensino m\u00e9dio, como seria correto, e sim na 7.\u00aa ou 8.\u00aa s\u00e9ries e, portanto, n\u00e3o aprenderam muitos dos conceitos pedidos no exame. Ela destaca que o Brasil foi o pa\u00eds que mais melhorou nas \u00e1rea denominadas espa\u00e7o e forma e mudan\u00e7as e rela\u00e7\u00f5es, da matem\u00e1tica, entre os pa\u00edses avaliados. Essas s\u00e3o as \u00fanicas \u00e1reas matem\u00e1ticas que foram tamb\u00e9m avaliadas em 2000, no primeiro exame de que o Pa\u00eds participou. Os brasileiros tamb\u00e9m melhoraram seu desempenho em leitura e em ci\u00eancias, mas de maneira menos significativa.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meninos de quase todos os pa\u00edses analisados pelo Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes (Pisa) se saem melhor em matem\u00e1tica que as meninas. Entre as 41 na\u00e7\u00f5es que participaram do exame em 2003, apenas na Isl\u00e2ndia elas tiveram melhor desempenho. 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