{"id":922,"date":"2004-12-08T16:17:00","date_gmt":"2004-12-08T18:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2004\/12\/08\/unificacao-da-lingua-portuguesa\/"},"modified":"2004-12-08T16:17:00","modified_gmt":"2004-12-08T18:17:00","slug":"unificacao-da-lingua-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/unificacao-da-lingua-portuguesa\/","title":{"rendered":"Unifica\u00e7\u00e3o da l\u00edngua portuguesa"},"content":{"rendered":"<p>Um acordo entre os pa\u00edses que falam a l\u00edngua portuguesa \u2013 Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Mo\u00e7ambique, Portugal, Timor Leste e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe \u2013 prev\u00ea uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es na ortografia da l\u00edngua portuguesa. O tratado internacional, que pretende unificar alguns aspectos do idioma, foi assinado h\u00e1 mais de dez anos, mas s\u00f3 recentemente deu sinais de que pode sair do papel. Apesar de significar uma mudan\u00e7a, ainda que pequena, na forma de escrever v\u00e1rias palavras, poucas pessoas est\u00e3o por dentro do assunto: isso inclui a popula\u00e7\u00e3o em geral, inclusive professores e estudantes universit\u00e1rios. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O professor de ling\u00fc\u00edstica da UFMG Luiz Francisco Dias garante que a mudan\u00e7a prevista pelo acordo ortogr\u00e1fico \u00e9 m\u00ednima e n\u00e3o vai causar grande impacto. \u201cAs propostas s\u00e3o bem-vindas. O fim do uso do trema e de alguns acentos, por exemplo, ser\u00e1 muito bom. Quando uma pessoa aprende uma palavra, ela n\u00e3o tem d\u00favidas sobre a escrita e a pron\u00fancia. A simplifica\u00e7\u00e3o \u00e9 adequada\u201c, defende. Para ele, as altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais por quest\u00f5es pol\u00edticas do que ling\u00fc\u00edsticas. Luiz Francisco afirma que os pa\u00edses querem sinalizar para o mundo que o portugu\u00eas \u00e9 uma l\u00edngua muito falada. \u201cA ortografia \u00e9 uma conven\u00e7\u00e3o. E as pessoas se adaptam \u00e0s mudan\u00e7as ao conhecer as palavras. As reformas s\u00e3o sempre bem-vindas de tempos em tempos. Como o impacto \u00e9 pequeno, n\u00e3o ser\u00e1 t\u00e3o necess\u00e1rio trocar os livros imediatamente\u201c, acredita. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> No caso da popula\u00e7\u00e3o em geral, o professor afirma que a adapta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 gradual, mais lenta entre os mais velhos e mais r\u00e1pida entre os jovens. O desconhecimento generalizado, inclusive nas universidades, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as, n\u00e3o assusta Luiz Francisco. \u201cA discuss\u00e3o precisa mesmo ficar restrita. Se todos participassem, os debates se estenderiam pelo resto da vida\u201c, comenta. \u201cMais do que discutir reformas, \u00e9 preciso investir na alfabetiza\u00e7\u00e3o. Se a pessoa tem uma boa forma\u00e7\u00e3o e sabe organizar as id\u00e9ias, ela n\u00e3o tem dificuldades em aprender e assimilar mudan\u00e7as ortogr\u00e1ficas.\u201c O professor lembra que, obviamente, as pessoas sempre ter\u00e3o d\u00favidas. No entanto, n\u00e3o ser\u00e1 pela mudan\u00e7a na ortografia, mas pelo desconhecimento da palavra e da l\u00edngua em si. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <B>UNIVERSALIZA\u00c7\u00c3O<\/B> &#8211; O estudante de letras Rafael Barbosa, de 22 anos, acha lament\u00e1vel que a discuss\u00e3o sobre o assunto seja restrita. \u201cA l\u00edngua \u00e9 um patrim\u00f4nio da sociedade. Acho que os debates sobre a unifica\u00e7\u00e3o do portugu\u00eas s\u00e3o velhos, mas n\u00e3o maduros. N\u00e3o d\u00e1 para unificar universos t\u00e3o distintos. Essa \u00e9 uma quest\u00e3o mais legal do que ling\u00fc\u00edstica\u201c, protesta. Rafael acredita que a universaliza\u00e7\u00e3o do portugu\u00eas, a exemplo do que ocorre com o ingl\u00eas, depende menos da ortografia do que de fatores hist\u00f3ricos, como a tradi\u00e7\u00e3o em exportar a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e cultural. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Bruna Pereira, de 22, tamb\u00e9m estudante de letras, nem estava sabendo das mudan\u00e7as. \u201cIsso deveria ser mais divulgado. Acho que as tentativas de unificar a l\u00edngua s\u00e3o um esfor\u00e7o para que a l\u00edngua portuguesa seja adotada nas publica\u00e7\u00f5es internacionais\u201c, defende. \u201cA adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as vai depender da forma como a pessoa se relaciona com a norma culta.\u201c M\u00e1rcio Santos, de 21, aluno do 6\u00ba per\u00edodo de letras da UFMG, ainda n\u00e3o sabe muitos detalhes sobre o acordo ortogr\u00e1fico, mas tem opini\u00e3o formada. \u201cAcho que a reforma \u00e9 desnecess\u00e1ria\u201c, afirma. \u201cH\u00e1 autores portugueses que se negam a editar livros no portugu\u00eas brasileiro. Nem por isso, eles deixam de ser lidos. Acredito que h\u00e1 uma superestima\u00e7\u00e3o do papel da ortografia no processo ling\u00fc\u00edstico. Tomara que o acordo garanta pelo menos um di\u00e1logo mais intenso entre os pa\u00edses envolvidos.\u201c\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um acordo entre os pa\u00edses que falam a l\u00edngua portuguesa \u2013 Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Mo\u00e7ambique, Portugal, Timor Leste e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe \u2013 prev\u00ea uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es na ortografia da l\u00edngua portuguesa. 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