{"id":9079,"date":"2019-06-26T19:00:13","date_gmt":"2019-06-26T22:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/municipios-tem-ate-sete-vezes-mais-dinheiro-para-educacao-do-que-outros\/"},"modified":"2019-06-26T19:00:13","modified_gmt":"2019-06-26T22:00:13","slug":"municipios-tem-ate-sete-vezes-mais-dinheiro-para-educacao-do-que-outros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/municipios-tem-ate-sete-vezes-mais-dinheiro-para-educacao-do-que-outros\/","title":{"rendered":"Munic\u00edpios tem at\u00e9 sete vezes mais dinheiro para educa\u00e7\u00e3o do que outros"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Enquanto um munic\u00edpio localizado no Rio Grande do Sul destinava cerca de R$ 19,5 mil por aluno em 2015, havia outro munic\u00edpio no Maranh\u00e3o dispondo de apenas R$ 2,9 mil. Essa diferen\u00e7a, de quase sete vezes, \u00e9 apontada na oitava edi\u00e7\u00e3o do Anu\u00e1rio Brasileiro da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica 2019, parceria do Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o com a Editora Moderna. A disparidade se repete entre os estados. Enquanto S\u00e3o Paulo recebe a maior m\u00e9dia anual de recursos vinculados \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o por aluno, R$ 6,5 mil; no extremo oposto est\u00e1 o Maranh\u00e3o, que disp\u00f5e de apenas R$ 3,5 mil por aluno ao ano.<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A publica\u00e7\u00e3o, que desde 2014 \u00e9 organizada segundo os temas das metas do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), traz mais de 200 gr\u00e1ficos e tabelas com indicadores educacionais e ainda an\u00e1lises in\u00e9ditas sobre as pol\u00edticas p\u00fablicas priorit\u00e1rias para a melhoria da qualidade da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica brasileira em m\u00e9dio prazo. Pautadas pela agenda de propostas formuladas no \u00e2mbito do Educa\u00e7\u00e3o J\u00e1!, iniciativa suprapartid\u00e1ria liderada pelo Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o que contou com a contribui\u00e7\u00e3o de mais 80 especialistas, as tem\u00e1ticas abordam: Primeira Inf\u00e2ncia, Ensino M\u00e9dio, alfabetiza\u00e7\u00e3o, Base Nacional Comum Curricular, carreira e valoriza\u00e7\u00e3o docente, governan\u00e7a e financiamento da Educa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cApesar dos dados mais recentes ainda estarem longe do patamar educacional que o Brasil precisa para garantir um desenvolvimento social e econ\u00f4mico duradouro, o Anu\u00e1rio mostra que houve avan\u00e7os importantes nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Mas \u00e9 preciso manter o senso de urg\u00eancia, pois a fotografia dos resultados educacionais ainda \u00e9 cr\u00edtica e dados como este, sobre a desigualdade nas condi\u00e7\u00f5es de financiamento das redes, mostram que discuss\u00f5es atualmente em curso, como a do Fundeb, s\u00e3o centrais\u201d, explica Olavo Nogueira Filho, diretor de pol\u00edticas educacionais do Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Em 2019, o PNE chega a metade do seu tempo de vig\u00eancia. \u201cEra esperado que, neste momento, j\u00e1 houvesse um avan\u00e7o significativo no alcance das metas mais estrat\u00e9gicas para a melhoria da Educa\u00e7\u00e3o brasileira\u201d, afirma o texto de abertura do Anu\u00e1rio. Segundo os editores da publica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de refor\u00e7ar a import\u00e2ncia do PNE como refer\u00eancia para as pol\u00edticas p\u00fablicas educacionais, \u00e9 fundamental implementar uma agenda de medidas baseadas em evid\u00eancias, experi\u00eancias bem sucedidas e com vis\u00e3o de m\u00e9dio e longo prazo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Segundo Luciano Monteiro, diretor de rela\u00e7\u00f5es institucionais da Moderna, \u201cal\u00e9m de permitir a toda a sociedade uma vis\u00e3o global e anal\u00edtica do cen\u00e1rio educacional brasileiro, o Anu\u00e1rio tem o prop\u00f3sito de oferecer a gestores, legisladores e pesquisadores, um conjunto organizado de diagn\u00f3sticos e an\u00e1lises que podem apoiar a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas educacionais\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Professor<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Um dos maiores desafios para avan\u00e7ar na qualidade da Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 a falta de um conjunto de pol\u00edticas docentes que atuem na forma\u00e7\u00e3o, carreira e condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos professores. Em 2018, o rendimento m\u00e9dio dos docentes da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica com curso superior (R$ 3.823,00) correspondeu a 69,8% do que ganhavam, em m\u00e9dia, outros trabalhadores com mesmo n\u00edvel de escolaridade (R$ 5.477,05). Em 2012, essa propor\u00e7\u00e3o era de 60,8%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos professores, desde 2012, n\u00e3o h\u00e1 aumento significativo no n\u00famero de docentes com forma\u00e7\u00e3o adequada para as disciplinas que lecionam. Isto significa que h\u00e1 aulas de matem\u00e1tica &#8211; por exemplo &#8211; sendo ministradas por docentes que n\u00e3o t\u00eam forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea. As taxas permanecem preocupantes: em 2018, 48,7% dos docentes dos Anos Finais do Ensino Fundamental (6\u00ba ao 9\u00ba ano) tinham forma\u00e7\u00e3o adequada, um crescimento de 5,1 p.p. em compara\u00e7\u00e3o a 2012. J\u00e1 no Ensino M\u00e9dio, essa taxa era de 56,3% &#8211; um aumento de 5,4 p.p. nos \u00faltimos seis anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Ensino M\u00e9dio<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O Anu\u00e1rio tamb\u00e9m aponta que o percentual de jovens de 15 a 17 anos que frequentam a escola segue aumentando, tendo alcan\u00e7ado a taxa de 91,5% em 2018. No entanto, 32,3% deles n\u00e3o est\u00e3o matriculados no Ensino M\u00e9dio &#8211; em 2012, eram 39%. Al\u00e9m disso, em 2018, o Brasil tinha 787 mil jovens de 15 a 17 anos fora da escola que ainda n\u00e3o conclu\u00edram o Ensino M\u00e9dio &#8211; 8% do total de pessoas nessa faixa et\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Outro desafio do Ensino M\u00e9dio \u00e9 a desigualdade racial. Em 2018, 75,3% dos jovens brancos de 15 a 17 anos estavam matriculados na etapa. J\u00e1 entre os jovens pretos da mesma faixa et\u00e1ria, esse percentual era de 63,6% &#8211; uma diferen\u00e7a de 11,7 p.p.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">O combate \u00e0 desigualdade de oportunidades no Ensino M\u00e9dio passa por uma ampla reforma da etapa, que inclui um curr\u00edculo mais alinhado aos interesses dos jovens e uma pol\u00edtica de escola em tempo integral, capaz de ampliar repert\u00f3rio, aumentar o interesse dos jovens pela escola e diminuir a evas\u00e3o. Em 2018, 10,3% das matr\u00edculas da rede p\u00fablica no Ensino M\u00e9dio estavam na modalidade integral &#8211; percentual maior do que o verificado em 2016 e 2017: 6,7% e 8,4%, respectivamente. O estado que mais se destacou em 2018 nesse indicador foi Pernambuco (49,2%); seguido por outros dois estados do Nordeste (regi\u00e3o com maior percentual de matr\u00edculas nessa modalidade): Para\u00edba (24,8%) e Piau\u00ed (24,1%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>PNE e Educa\u00e7\u00e3o J\u00e1!<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Utilizando o PNE como refer\u00eancia, o Educa\u00e7\u00e3o J\u00e1! foi criado por um grupo suprapartid\u00e1rio de especialistas e organiza\u00e7\u00f5es com forte atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea. A partir de sugest\u00f5es de diversos atores estrat\u00e9gicos e evid\u00eancias nacionais e internacionais, foi feito um estudo que aponta o diagn\u00f3stico atual e quais s\u00e3o pol\u00edticas importantes que precisam ser continuadas, aperfei\u00e7oadas e efetivadas, e outras ainda elaboradas, capazes de reduzir essa desigualdade e melhorar a qualidade da Educa\u00e7\u00e3o para todos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><a href=\"https:\/\/www.todospelaeducacao.org.br\/_uploads\/_posts\/302.pdf\">CLIQUE AQUI E BAIXE AGORA O ANU\u00c1RIO BRASILEIRO DA EDUCA\u00c7\u00c3O B\u00c1SICA 2019.<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto um munic\u00edpio localizado no Rio Grande do Sul destinava cerca de R$ 19,5 mil por aluno em 2015, havia outro munic\u00edpio no Maranh\u00e3o dispondo de apenas R$ 2,9 mil. 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