{"id":897,"date":"2005-01-06T14:28:00","date_gmt":"2005-01-06T16:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2005\/01\/06\/meninas-lideram-abandono-de-escola\/"},"modified":"2005-01-06T14:28:00","modified_gmt":"2005-01-06T16:28:00","slug":"meninas-lideram-abandono-de-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/meninas-lideram-abandono-de-escola\/","title":{"rendered":"Meninas lideram abandono de escola"},"content":{"rendered":"<p>Justo no dia de uma prova importante, Sabrina (nome fict\u00edcio), 16, aluna do primeiro ano do ensino m\u00e9dio de uma escola p\u00fablica de Parais\u00f3polis, na zona sul de S\u00e3o Paulo, teve um exame de ultra-som marcado pelo m\u00e9dico. \u201cN\u00e3o sabia o que escolher. Precisava fazer o exame e a prova.\u201c Optou pelo exame. E, uma hora depois, foi informada de que estava gr\u00e1vida de quatro meses. \u201cSa\u00ed da cl\u00ednica desorientada. Ainda assim corri pra escola e consegui entrar na sala atrasada. Eu, com aquilo na cabe\u00e7a, tive de resolver 45 quest\u00f5es dif\u00edceis. Respondia e chorava, respondia e chorava\u201c, conta. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cNem acreditei quando vi o resultado: n\u00e3o fui mal, n\u00e3o.\u201c Gr\u00e1vida, ela decidiu seguir os estudos. Sabrina \u00e9, segundo uma pesquisa in\u00e9dita da Unesco (\u00f3rg\u00e3o da ONU para educa\u00e7\u00e3o, ci\u00eancia e cultura), uma exce\u00e7\u00e3o: levantamento feito com mais de 10 mil jovens nos 26 Estados do pa\u00eds apontou que as meninas deixam mais a escola do que os meninos na faixa et\u00e1ria dos 15 a 17 anos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> As tr\u00eas principais causas para o afastamento prematuro da escola s\u00e3o necessidade de trabalhar, gravidez n\u00e3o-planejada e dificuldades de aprendizado. Uma gravidez n\u00e3o-planejada fez com que Ver\u00f4nica Ribeiro da Silva, 18, parasse de ir \u00e0 escola, aos 16 anos. \u201cAchei que o pessoal ficaria comentando a gravidez. Fiquei com vergonha e larguei a escola.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A Unesco tra\u00e7ou o perfil do jovem brasileiro fora dos bancos escolares com idade de 15 a 17 anos, faixa pr\u00f3pria para a freq\u00fc\u00eancia no ensino m\u00e9dio -grande gargalo da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Seus dados apontam que h\u00e1 mais de 1,5 milh\u00e3o de jovens nessa faixa et\u00e1ria fora da escola e inverte o senso comum que diz que h\u00e1 mais meninos que meninas atualmente sem estudo por conta da necessidade de trabalhar. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Entre os jovens de 15 a 17 anos que abandonaram os estudos, 56% s\u00e3o meninas. Por outro lado, a pesquisa reitera a no\u00e7\u00e3o de que os negros s\u00e3o desfavorecidos pelo modelo educacional de hoje: 72% dos jovens que est\u00e3o fora da escola s\u00e3o negros ou pardos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <B>Gravidez e abandono<\/B> &#8211; \u201cN\u00e3o tenho d\u00favidas de que o desequil\u00edbrio entre o n\u00famero de homens e mulheres fora da escola est\u00e1, em grande parte, na quest\u00e3o da gravidez precoce\u201c, avalia Eliezer Pacheco, presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). De fato, ap\u00f3s deixar os estudos, Ver\u00f4nica -hoje com dois filhos por conta de uma segunda gravidez n\u00e3o-planejada- constatou que mais de 15 amigas suas viveram o mesmo drama: engravidaram adolescentes e, segundo ela, a maioria deixou a escola. \u201cA gravidez \u00e9 um fator conhecido de abandono escolar\u201c, afirma o ex-ministro da Educa\u00e7\u00e3o Paulo Renato Souza. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para ele, \u00e9 preciso que os minist\u00e9rios da Educa\u00e7\u00e3o e da Sa\u00fade atuem em conjunto em programas de preven\u00e7\u00e3o nas escolas e que o governo injete verbas em organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil que auxiliam essas jovens. Tudo para garantir que o jovem complete o ensino m\u00e9dio, que, \u201ch\u00e1 pelo menos 15 anos vem sendo exigido como pr\u00e9-requisito para qualquer tipo de emprego\u201c. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do programa Sa\u00fade do Adolescente da Secretaria de Estado da Sa\u00fade, especialista em gravidez na adolesc\u00eancia, explica que a gesta\u00e7\u00e3o precoce \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o turbulenta em um per\u00edodo da vida j\u00e1 conturbado. \u201cA gravidez muitas vezes substitui o interesse das meninas pela escola. \u00c9 preciso muito apoio da escola, da fam\u00edlia e da sociedade para que ela tenha seguran\u00e7a para continuar os estudos.\u201c Para ela, a escola \u00e9 um fator protetor para as jovens que est\u00e3o gr\u00e1vidas ou que j\u00e1 tiveram filhos. \u201cFreq\u00fcentando a escola, ela continua a integrar um grupo e a ter outros interesses e atividades que n\u00e3o sejam apenas a maternidade\u201c, diz. \u201cJovens que abandonam a escola voltam a engravidar mais rapidamente que aquelas que prosseguem estudando.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O caso de Ver\u00f4nica \u00e9 emblem\u00e1tico. Ap\u00f3s o primeiro filho, n\u00e3o voltou \u00e0 escola. Tr\u00eas meses depois, estava gr\u00e1vida novamente. \u201cA segunda gravidez \u00e9 muito determinante. Depois dela, a menina n\u00e3o volta para a escola mesmo\u201c, diz Takiuti. Isabel (nome fict\u00edcio), 17, ao contr\u00e1rio, fez sua matr\u00edcula logo que saiu da maternidade, aos 14 anos, e hoje enfrentar\u00e1 a segunda gesta\u00e7\u00e3o dentro da sala de aula. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <B>Mudan\u00e7a de comportamento <\/B>&#8211; Suzanna Caveraggi, pesquisadora do N\u00facleo de Estudos Populacionais (Nepo) da Unicamp, explica que a mudan\u00e7a no comportamento sexual dos jovens n\u00e3o foi acompanhada nem pelo Estado nem pelas fam\u00edlias. Para ela, por\u00e9m, esse \u00e9 um per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o que deve, em breve, alterar os dados sobre gravidez precoce. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> De 1991 a 2000, houve um aumento de 25% na fecundidade de jovens de 15 a 19 anos. J\u00e1 de 2002 para 2003, de acordo com dados do IBGE sobre registro civil, houve um aumento de 12% nos partos de adolescentes -menor que a m\u00e9dia da d\u00e9cada anterior. \u201cO que interessa nesse caso n\u00e3o \u00e9 o aumento ou n\u00e3o da gravidez precoce, mas o planejamento de uma estrutura social em que essas meninas possam permanecer na escola\u201c, diz a pesquisadora. \u201cA falta de perspectiva dessas jovens pode ser anterior \u00e0 gravidez e residir no desemprego e na baixa qualidade da escola.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <B>Col\u00e9gio \u201cexpulsa alunos\u201c, afirma autora de estudo<\/B> \u00a0<br \/> <em>Folha de S\u00e3o Paulo<\/em>\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A pesquisa da Unesco feita em 26 Estados do pa\u00eds, em capitais e no interior, mostra que 21% dos jovens que est\u00e3o fora da escola j\u00e1 a haviam abandonado anteriormente uma vez e 14% j\u00e1 sa\u00edram da escola tr\u00eas ou mais vezes. \u201cH\u00e1 uma pol\u00edtica de entra-e-sai na escola. Nesse caso, o jovem sai porque vai repetir, porque estudar est\u00e1 chato ou porque est\u00e1 com algum problema na escola\u201c, afirma Miriam Abramovay, autora do estudo da Unesco, a ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas especializada em educa\u00e7\u00e3o. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Dificuldades de aprendizado, a exemplo da gravidez precoce e da necessidade de trabalhar, s\u00e3o as principais raz\u00f5es que fazem o jovem abandonar a escola, segundo especialistas da Unesco. \u201cN\u00e3o podemos culpar apenas mecanismos externos \u00e0 escola por essa exclus\u00e3o. A pr\u00f3pria escola expulsa esses alunos. Ela n\u00e3o quer a linguagem deles, ela n\u00e3o fala o que eles querem escutar. Na verdade, a escola \u00e9 contra o jovem, a cultura juvenil, a forma de eles se vestirem. \u00c9 contra o piercing, o bon\u00e9, a tatuagem, o skate. Assim, o jovem n\u00e3o consegue suportar ficar l\u00e1 dentro\u201c, critica. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <B>Pior desempenho <\/B>&#8211; Um estudo do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) mostrou que os estudantes negros t\u00eam pior desempenho escolar que os brancos. \u201cComo n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a intelectual entre brancos e negros, \u00e9 a quest\u00e3o do preconceito e da discrimina\u00e7\u00e3o que influencia no aprendizado\u201c, diz Eliezer Pacheco, presidente do Inep. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A pesquisa da Unesco sobre os jovens de 15 a 17 anos que est\u00e3o fora da escola aponta um dado considerado \u201cimpressionante\u201c por Pacheco: 72% dos jovens que abandonaram os estudos s\u00e3o negros ou pardos. \u201cA escola tem mecanismos p\u00e9rfidos de exclus\u00e3o desses jovens\u201c, explica Abramovay. \u201cPode ser por problemas econ\u00f4micos, por conta de gravidez ou porque negros e pardos n\u00e3o t\u00eam lugar na escola mesmo, j\u00e1 que s\u00e3o alvo de brincadeiras que n\u00e3o parecem agressivas, mas que s\u00e3o na realidade.\u201c (FM)\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <B>Coordenadora do Estado prop\u00f4s cria\u00e7\u00e3o de creches para atender jovens m\u00e3es <\/B>\u00a0<br \/> <em>Folha de S\u00e3o Paulo <\/em>\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do programa Sa\u00fade do Adolescente da Secretaria de Estado da Sa\u00fade resolveu se adiantar e, mesmo antes da posse de Jos\u00e9 Serra (PSDB) e de seu secretariado, conversou com o titular de Educa\u00e7\u00e3o, Jos\u00e9 Aristodemo Pinotti, sobre a cria\u00e7\u00e3o de creches nas escolas para abrigar os filhos de estudantes adolescentes. \u00a0<br \/> \u201cSugeri essa medida ao doutor Pinotti e ele se mostrou bastante sens\u00edvel. A\u00ed ter\u00edamos creches nos CEUs [Centros Educacionais Unificados] e nas escolas municipais para que elas n\u00e3o precisem deixar o filho com outra pessoa para estudar\u201c, conta Takiuti. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para ela, permanecer na escola \u00e9 um fator de prote\u00e7\u00e3o para as adolescentes que engravidam precocemente. \u201cFizemos uma pesquisa que apontou que as adolescentes que abandonam a escola voltam a engravidar mais rapidamente\u201c, diz. \u201cEstimulando as jovens a permanecerem na escola, o programa da Casa do Adolescente, em S\u00e3o Paulo, conseguiu reduzir em 26% a gravidez entre adolescentes do Estado e em mais 10% a segunda gravidez.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <B>Outras causas <\/B>&#8211; Trabalho e dificuldade no aprendizado tamb\u00e9m foram apontados como causa do abandono escolar de jovens de 15 a 17 anos que est\u00e3o fora da escola. \u201cO ensino m\u00e9dio funciona como um gargalo. A maioria dos jovens est\u00e1 matriculada no ensino fundamental, mas apenas 30% passa para o ensino m\u00e9dio\u201c, afirma Miriam Abramovay, autora da pesquisa. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cMuitas vezes, o problema n\u00e3o \u00e9 da qualidade do aluno, mas da escola, que o exclui, que diminui sua auto-estima e dificulta a rela\u00e7\u00e3o entre o conhecimento adquirido na escola e o mundo exterior a ela\u201c, avalia Denise Carreira, coordenadora da Campanha Nacional pelo Direito \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Paulo Renato Souza, ex-ministro da Educa\u00e7\u00e3o, destaca que o n\u00famero de matr\u00edculas no ensino m\u00e9dio dobrou nos \u00faltimos nove anos. \u201cCom a universaliza\u00e7\u00e3o do ensino fundamental [que abriga hoje 97% dos alunos em idade escolar adequada], a tend\u00eancia \u00e9 de aumento da demanda, mas h\u00e1 uma quebra de continuidade dos alunos na passagem do ensino fundamental para o m\u00e9dio por conta de condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas ou da pr\u00f3pria estrutura do ensino, que afasta quem n\u00e3o est\u00e1 estimulado\u201c, diz. Para o ex-ministro, criar programas de ajuda financeira ao alunos deste n\u00edvel, como foi feito na Argentina, e pol\u00edticas para grupos de risco, como o das adolescentes gr\u00e1vidas, s\u00e3o sa\u00eddas vi\u00e1veis. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Falha no financiamento, falta de professores e car\u00eancia de cursos noturnos. Esses foram tr\u00eas fatores citados pelo secret\u00e1rio da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica do MEC, Francisco das Chagas Fernandes, para explicar por que o ensino m\u00e9dio \u00e9 considerado um gargalo da educa\u00e7\u00e3o. \u201cO ensino m\u00e9dio est\u00e1 desprotegido, sofre com falta de professores em algumas \u00e1reas e com os baixos sal\u00e1rios. Estamos redefinindo seu financiamento com a proposta do Fundo de Manuten\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica\u201c, disse (FM).\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Justo no dia de uma prova importante, Sabrina (nome fict\u00edcio), 16, aluna do primeiro ano do ensino m\u00e9dio de uma escola p\u00fablica de Parais\u00f3polis, na zona sul de S\u00e3o Paulo, teve um exame de ultra-som marcado pelo m\u00e9dico. \u201cN\u00e3o sabia o que escolher. Precisava fazer o exame e a prova.\u201c Optou pelo exame. 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