{"id":8915,"date":"2019-04-23T17:20:48","date_gmt":"2019-04-23T20:20:48","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/professor-de-stanford-agenda-ideologica-travou-o-mec\/"},"modified":"2019-04-23T17:20:48","modified_gmt":"2019-04-23T20:20:48","slug":"professor-de-stanford-agenda-ideologica-travou-o-mec","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/professor-de-stanford-agenda-ideologica-travou-o-mec\/","title":{"rendered":"Professor de Stanford: agenda ideol\u00f3gica travou o MEC"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Desde o in\u00edcio da gest\u00e3o Jair Bolsonaro, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) protagonizou uma &#8220;guerra cultural&#8221; no governo &#8211; de obrigatoriedade para alunos cantarem o Hino Nacional \u00e0 revis\u00e3o do golpe de 1964 em livros de Hist\u00f3ria &#8211; e a segunda demiss\u00e3o no primeiro escal\u00e3o do governo federal. Professor da Escola de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, o brasileiro Paulo Blikstein alerta que o aprendizado dos alunos foi esquecido no debate.<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Um dos fundadores de um centro de empreendedorismo e inova\u00e7\u00e3o educacional, com foco em iniciativas brasileiras, Blikstein diz que h\u00e1 uma &#8220;falsa dicotomia&#8221; entre gastar muito com educa\u00e7\u00e3o e gastar melhor. Para o professor, n\u00e3o \u00e9 preciso escolher entre um e outro. Confira abaixo os principais trechos da entrevista com Blikstein.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>O que a indica\u00e7\u00e3o do ministro Abraham Weintraub, com experi\u00eancia na \u00e1rea de Previd\u00eancia, indica para o futuro da pasta?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Infelizmente, por enquanto as indica\u00e7\u00f5es foram quase todas fora da \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o. Um gestor gen\u00e9rico vai precisar de seis meses para come\u00e7ar a entender gest\u00e3o educacional, ent\u00e3o isso equivale a andar mais devagar. Se o ministro trouxer, para o resto da equipe, pessoas de fato com experi\u00eancia em gest\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, talvez as coisas andem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O ministro precisa interromper a agenda ideol\u00f3gica que parou o MEC por 100 dias e come\u00e7ar a agenda do aprendizado. O MEC \u00e9 um dos minist\u00e9rios mais complexos do governo e exige gest\u00e3o especializada. \u00c9 necess\u00e1rio conhecer a escola, a universidade, as redes municipais e estaduais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O sucesso do ministro vai depender, ironicamente, de deixar-se de lado as bandeiras da campanha. Um ministro inteligente come\u00e7aria em outro tom, mostrando que \u00e9 diferente. Espero que seja o caso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Quais riscos a paralisa\u00e7\u00e3o do MEC nos primeiros 100 dias do governo traz para os desafios do Brasil na \u00e1rea, como a implementa\u00e7\u00e3o da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no fundamental e a reforma do ensino m\u00e9dio?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O MEC \u00e9 um minist\u00e9rio de a\u00e7\u00f5es de longo prazo. Foram 100 dias perdidos que ter\u00edamos, por exemplo, para implementa\u00e7\u00e3o da BNCC, para o Enem (Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio), para todos os programas do MEC, que n\u00e3o v\u00e3o existir, n\u00e3o v\u00e3o voltar nunca mais. H\u00e1 minist\u00e9rios em que, por exemplo, se uma ponte fica pronta tr\u00eas meses depois, tudo bem. No MEC, n\u00e3o. Ele \u00e9 regido pelo calend\u00e1rio escolar. Esses 100 dias s\u00e3o uma coisa enorme, principalmente no ano de reestrutura\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo nacional.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Em vez de ouvir planos estruturantes de longo prazo nesses 100 dias, ouvimos que os adolescentes n\u00e3o t\u00eam de receber educa\u00e7\u00e3o sexual &#8211; essencial para o seu bem estar e sa\u00fade -, que o professor tem de andar armado, que o livro de Hist\u00f3ria tem de ser revisto, que a escola tem de ser militarizada. S\u00f3 factoides e a\u00e7\u00f5es sem embasamento emp\u00edrico, sem dados, sem evid\u00eancia. O desafio do ministro \u00e9 parar com esse neg\u00f3cio. N\u00e3o \u00e9 isso que se espera do MEC. O que se espera do MEC \u00e9 um programa de longo prazo e execu\u00e7\u00e3o, com compet\u00eancia, desses programas. Sen\u00e3o, h\u00e1 um s\u00e9rio risco de desorganiza\u00e7\u00e3o profunda do sistema, e quem paga a conta s\u00e3o os nossos alunos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>\u00c9 poss\u00edvel um consenso entre educadores e os seguidores da ideias de Olavo de Carvalho?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Opini\u00f5es divergentes s\u00e3o importantes na democracia. \u00c9 \u00f3timo a gente ter todas as vozes no debate, a gente n\u00e3o tem de silenciar nenhuma opini\u00e3o. Se o Olavo de Carvalho e os seguidores dele t\u00eam opini\u00e3o, eu acho que eles t\u00eam de ser ouvidos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A agenda dos seguidores do Olavo de Carvalho e dele mesmo, apesar de ter seu lugar no debate nacional, n\u00e3o fala diretamente sobre o aumento da aprendizagem. \u00c9 uma agenda que talvez fale de outras coisas. Se o foco (do ministro) \u00e9 aumentar a qualidade da Educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 a agenda que ele tem de ouvir. Ele tem de olhar os especialistas, os pesquisadores, as pessoas que entendem de Educa\u00e7\u00e3o, e \u00e9 da\u00ed que tem de vir a agenda.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Tem que usar a pesquisa emp\u00edrica, dados, evid\u00eancias, as melhores pr\u00e1ticas. O \u00faltimo ministro desprezou tudo isso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>A educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica brasileira lida com problemas cr\u00f4nicos de abandono de alunos e notas baixas em avalia\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais. Quais pa\u00edses j\u00e1 enfrentaram esses problemas de forma bem sucedida no mundo? O que pode servir de inspira\u00e7\u00e3o para o Pa\u00eds?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Esses testes internacionais n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos indicadores de qualidade. H\u00e1 muitos pa\u00edses em que os alunos v\u00e3o bem em testes, mas s\u00e3o profundamente infelizes. Odeiam a escola, t\u00eam alto \u00edndice de suic\u00eddio infantil. Os testes s\u00e3o importantes, claro, mas n\u00e3o queremos ser um pa\u00eds onde todo mundo s\u00f3 estuda para testes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Antes at\u00e9 de comparar com outros pa\u00edses, n\u00f3s temos de olhar para as experi\u00eancias que deram certo no Brasil, como o Cear\u00e1 e a cidade de Sobral. No Cear\u00e1, por exemplo, os munic\u00edpios que melhoram a educa\u00e7\u00e3o recebem mais dinheiro do Estado. Acho isso uma excelente ideia, e n\u00e3o vejo porque isso n\u00e3o est\u00e1 no Brasil todo. \u00c9 um exemplo de algo que d\u00e1 certo no Brasil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Em termos internacionais, nenhum pa\u00eds resolve o problema da educa\u00e7\u00e3o sem elevar o status da profiss\u00e3o de professor. E isso n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sal\u00e1rio. \u00c9 o apoio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos professores. Por exemplo, na Finl\u00e2ndia, a forma\u00e7\u00e3o tem quatro ou cinco anos, toda financiada pelo governo. S\u00f3 os melhores do ensino m\u00e9dio s\u00e3o selecionados (para a Licenciatura).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">E tamb\u00e9m envolve as condi\u00e7\u00f5es de trabalho na escola. Parece \u00f3bvio, mas s\u00e3o tr\u00eas coisas important\u00edssimas: bom sal\u00e1rio, boa forma\u00e7\u00e3o e boas condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Al\u00e9m disso, a gente tem de entender no Brasil que dar aula \u00e9 uma profiss\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 hobby. \u00c9 uma profiss\u00e3o com plano de carreira, que tem conhecimentos t\u00e9cnicos. A gente tem de fazer tudo isso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Os pa\u00edses que t\u00eam melhor educa\u00e7\u00e3o tratam o professor como um her\u00f3i nacional. \u00c9 isso que a gente deveria fazer.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Essas melhores pr\u00e1ticas internacionais est\u00e3o em conson\u00e2ncia com a discuss\u00e3o das bases curriculares para o ensino b\u00e1sico no Pa\u00eds? O MEC deveria seguir o caminho que foi tra\u00e7ado at\u00e9 agora?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O MEC deveria seguir o caminho que foi tra\u00e7ado at\u00e9 agora, principalmente seguir com a implementa\u00e7\u00e3o da BNCC. Apesar das suas limita\u00e7\u00f5es, ela faz parte de uma pol\u00edtica de estabelecimento de um plano m\u00ednimo de ensino garantido a todos os alunos do Brasil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Esse \u00e9 um \u00f3timo objetivo. Mas eu pensaria na BNCC como um projeto de longo prazo. Pa\u00edses que fizeram projetos semelhantes demoraram de 5 a 10 anos para colocar o documento em pr\u00e1tica, e tiveram v\u00e1rios ciclos de reda\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O que \u00e9 perigoso no Brasil \u00e9 a nossa tend\u00eancia a achar que leis e documentos viram realidade de uma hora para outra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Qual a principal diferen\u00e7a entre o Brasil e outros pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento Econ\u00f4mico, a OCDE, que o presidente usa como exemplo quando o assunto \u00e9 financiamento da educa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O gasto por aluno no Brasil aumentou, mas ainda \u00e9 pequeno. Al\u00e9m da diferen\u00e7a de n\u00edvel de gasto por aluno, com o Brasil investindo entre duas e tr\u00eas vezes menos por aluno na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do que a m\u00e9dia da OCDE, temos um problema de desigualdade neste investimento. O Fundeb (Fundo de Manuten\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica) reduziu muito a desigualdade, mas ainda pode ir mais longe.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Al\u00e9m disso, precisamos voltar a olhar para a escola p\u00fablica como o grande projeto brasileiro. Na maioria dos pa\u00edses da OCDE, o rico e o pobre v\u00e3o para a mesma escola p\u00fablica. Isso faz com que a sociedade como um todo queira melhorar a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica. No Brasil, estamos caminhando para um cen\u00e1rio de escolas de elite que vivem em bolhas de s\u00e9culo 21 e escolas p\u00fablicas que n\u00e3o conseguem sair do s\u00e9culo 19. \u00c9 uma desigualdade obscena.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>O presidente Jair Bolsonaro j\u00e1 disse que o problema da educa\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds n\u00e3o passa pelo montante de recursos que a \u00e1rea recebe, e sim pela forma como o dinheiro \u00e9 gasto. O que o senhor pensa sobre isso?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">H\u00e1 uma falsa dicotomia entre o n\u00edvel e a qualidade do investimento. \u00c9 uma fal\u00e1cia dizer que temos dinheiro suficiente, que ele \u00e9 s\u00f3 mal gasto. S\u00e3o as duas coisas: \u00e9 preciso ter mais investimento e precisa ser de qualidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Segundo a OCDE, o custo do aluno brasileiro \u00e9 de 3,5 mil d\u00f3lares ao ano, contra 12 mil nos EUA. As estat\u00edsticas mostram que para os pa\u00edses que investem menos de 8 mil d\u00f3lares, h\u00e1 um ganho enorme em investir mais. Quem gasta abaixo de US$ 8 mil d\u00f3lares por aluno, ganha muito em investir mais. A partir de R$ 8 mil, o ganho \u00e9 marginal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">N\u00f3s estamos a menos da metade desse patamar cr\u00edtico. Precisamos investir muito mais. Nessa faixa atual, n\u00f3s vamos talvez ultrapassar (nos rankings educacionais) a Turquia, o M\u00e9xico, o Cazaquist\u00e3o, mas n\u00e3o vai chegar no n\u00edvel da Europa. O Brasil \u00e9 a oitava economia do mundo, e n\u00e3o pode ter a 30\u00aa melhor educa\u00e7\u00e3o. A gente tem de ser ambicioso nisso.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o in\u00edcio da gest\u00e3o Jair Bolsonaro, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) protagonizou uma &#8220;guerra cultural&#8221; no governo &#8211; de obrigatoriedade para alunos cantarem o Hino Nacional \u00e0 revis\u00e3o do golpe de 1964 em livros de Hist\u00f3ria &#8211; e a segunda demiss\u00e3o no primeiro escal\u00e3o do governo federal. 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