{"id":890,"date":"2005-01-12T17:25:00","date_gmt":"2005-01-12T19:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2005\/01\/12\/producao-industrial-recua-em-novembro-e-acumula-83\/"},"modified":"2005-01-12T17:25:00","modified_gmt":"2005-01-12T19:25:00","slug":"producao-industrial-recua-em-novembro-e-acumula-83","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/producao-industrial-recua-em-novembro-e-acumula-83\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o industrial recua em novembro e acumula 8,3%"},"content":{"rendered":"<p>O resultado dos 11 meses j\u00e1 \u00e9 o melhor no ano desde o Plano Cruzado. A produ\u00e7\u00e3o industrial registrou queda de 0,4% em novembro de 2004, na compara\u00e7\u00e3o com outubro, na s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edsticas (IBGE). Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano anterior, a ind\u00fastria cresceu pela 15 vez consecutiva, de acordo com o IBGE, que apurou expans\u00e3o de 8,1%. Tamb\u00e9m houve aumento de 8,3% no acumulado de janeiro a novembro do ano passado. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> De acordo com o diretor executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), J\u00falio Gomes de Almeida, o resultado da produ\u00e7\u00e3o industrial em dezembro de 2004 deve vir melhor que o de novembro. \u201cA produ\u00e7\u00e3o industrial ter\u00e1 um crescimento excepcional em 2004, em torno de 8%, patamar nunca visto desde o Plano Cruzado (10,93%)\u201c, diz Almeida. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> A queda observada na compara\u00e7\u00e3o mensal \u00e9 a terceira consecutiva e reflete o comportamento adverso de 16 dos 23 ramos pesquisados que t\u00eam s\u00e9ries ajustadas sazonalmente. Para Almeida a retra\u00e7\u00e3o observada ainda n\u00e3o significa revers\u00e3o do crescimento industrial. Entretanto, a parada preocupa, pois \u00e9 um indicativo de que o resultado de 2004 possa n\u00e3o se repetir em 2005. \u201cA produ\u00e7\u00e3o industrial tem potencial para crescer 6,5% este ano, o que \u00e9 compat\u00edvel com um crescimento do PIB de 5%\u201c, diz Almeida. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> A atividade industrial, segundo Almeida precisa ser estimulada via c\u00e2mbio e juros para impedir uma poss\u00edvel estagna\u00e7\u00e3o resultante da pr\u00f3pria din\u00e2mica industrial. \u201cVale lembrar que as exporta\u00e7\u00f5es tiveram grande participa\u00e7\u00e3o no \u00f3timo resultado de 2004. Por isso seria recomend\u00e1vel uma pol\u00edtica econ\u00f4mica mais voltada para o setor produtivo\u201c, diz Almeida. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Os piores desempenhos foram apurados nos segmentos da ind\u00fastria farmac\u00eautica (\u20137,5%), metalurgia b\u00e1sica (\u20133,1%), m\u00e1quinas, aparelhos e materiais el\u00e9tricos (\u20134,5%) e produtos de metal (\u20133,0%). J\u00e1 os segmentos que mais contribu\u00edram para que a retra\u00e7\u00e3o n\u00e3o fosse maior foram material eletr\u00f4nico e equipamentos de comunica\u00e7\u00f5es (11,1%) e alimentos (2,8%), de acordo com o IBGE. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> O s\u00f3cio-gestor da Quest Investimento, Jorge Xavier, acredita que o fato de os setores em destaque at\u00e9 outubro, como bens de capital e bens de consumo dur\u00e1veis, terem estacionado em um n\u00edvel alto, enquanto os bens de consumo n\u00e3o dur\u00e1veis crescem acentuadamente desde junho s\u00e3o sinais de uma mudan\u00e7a na produ\u00e7\u00e3o industrial: \u201cOs bens mais sens\u00edveis a juros (bens de capital e de consumo dur\u00e1veis) j\u00e1 respondem aos aumentos na taxa de juros realizados pelo Copom no ano passado. Os mais sens\u00edveis a renda (bens de consumo n\u00e3o dur\u00e1veis) est\u00e3o em crescimento acelerado\u201c, afirma Xavier. Para ele, os n\u00fameros de novembro s\u00e3o um indicativo da retomada do mercado dom\u00e9stico, que este ano deve ser t\u00e3o relevante para a ind\u00fastria quanto foram as exporta\u00e7\u00f5es no ano passado. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Ainda na compara\u00e7\u00e3o com outubro de 2004, somente os bens intermedi\u00e1rios apresentaram queda (\u20131,1%). J\u00e1 os bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis cresceram 0,5%, registrando o maior ritmo entre as categorias de uso. Em seguida vieram os bens de capital e bens de consumo dur\u00e1veis, ambos com crescimento de 0,2%. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> A produ\u00e7\u00e3o de bens intermedi\u00e1rios, segmento de maior peso na estrutura industrial, apresentou a terceira queda consecutiva, acumulando entre agosto e novembro de 2004 uma perda de 1,7%. Ap\u00f3s os \u00edndices negativos de outubro, os segmentos de bens de consumo dur\u00e1veis (0,2%) e de bens de consumo n\u00e3o dur\u00e1veis (0,5%) voltam a apontar taxas positivas. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Os n\u00fameros desagregados da pesquisa industrial mensal j\u00e1 revelavam outros sinais de modera\u00e7\u00e3o no ritmo de crescimento da atividade desde setembro. Em primeiro lugar, entre setembro e outubro, todos os \u00edndices de produ\u00e7\u00e3o por categorias de uso ca\u00edram, na s\u00e9rie com ajuste sazonal. \u201cH\u00e1 tr\u00eas meses todos os setores demonstravam nenhum dinamismo. N\u00e3o se trata de um comportamento espec\u00edfico da ind\u00fastria de bens intermedi\u00e1rios.\u201c &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Em rela\u00e7\u00e3o a novembro de 2003, o crescimento da atividade fabril \u00e9 reflexo da acelera\u00e7\u00e3o em 23 dos 27 ramos industriais pesquisados. na compara\u00e7\u00e3o anual, a produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria registra taxas positivas desde setembro de 2003, ou seja, cresce h\u00e1 15 meses consecutivos, o que n\u00e3o ocorre desde junho de 2001, m\u00eas em que o setor interrompeu uma seq\u00fc\u00eancia de 22 taxas positivas, segundo o IBGE . &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> A ind\u00fastria de ve\u00edculos automotores (27,3%) se mant\u00e9m como a de maior impacto positivo na forma\u00e7\u00e3o da taxa global, seguida por alimentos (11,2%), outros produtos qu\u00edmicos (9,8%) e m\u00e1quinas e equipamentos (11,1%). Nestas quatro ind\u00fastrias, os itens que mais pressionaram foram, respectivamente: autom\u00f3veis e caminh\u00f5es; a\u00e7\u00facar cristal e sorvetes; herbicidas e inseticidas e aparelhos elevadores\/transporte de a\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e compressores e motocompressores. Entre as atividades que mostram queda, as que mais influenciaram a m\u00e9dia industrial foram: farmac\u00eautica (\u20138,3%) e edi\u00e7\u00e3o e impress\u00e3o (\u20133,4%), cujos respectivos destaques foram medicamentos e livros e impressos did\u00e1ticos. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Ainda na compara\u00e7\u00e3o com novembro de 2003, no corte por categorias de uso, os destaques ficam por conta de bens intermedi\u00e1rios, que cresce 8,3%, e de bens de consumo dur\u00e1veis (19,9%), que assinala ritmo acima da m\u00e9dia global (8,1%). A produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis apresenta aumento de 6,6%, enquanto que o setor de bens de capital alcan\u00e7a seu crescimento mais moderado (4,4%) desde setembro de 2003. O comportamento do setor de bens intermedi\u00e1rios \u00e9 reflexo do desempenho positivo de quase todos os seus subsetores, com destaque para insumos industriais elaborados (6,2%) e para a produ\u00e7\u00e3o de autope\u00e7as (33,6%). &nbsp;<br \/> &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O resultado dos 11 meses j\u00e1 \u00e9 o melhor no ano desde o Plano Cruzado. A produ\u00e7\u00e3o industrial registrou queda de 0,4% em novembro de 2004, na compara\u00e7\u00e3o com outubro, na s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edsticas (IBGE). 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